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      IAM registou quase três mil infracções de higiene ambiental desde o início do ano  

      Foram registadas em Macau quase três mil acusações relativas a irregularidades da higiene ambiental entre Janeiro e Abril deste ano. Numa resposta à interpelação de Lo Choi In, o Instituto para os Assuntos Municipais revelou que a média das autuações foi de 740 casos por mês e, devido, ao aumento do número de visitantes, enviou mais pessoal de limpeza para manter a higiene do ambiente de Macau.

       

      O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) reforçou os recursos humanos para efectuar inspecções à higiene da cidade, nomeadamente nas zonas turísticas, em resposta ao crescimento contínuo da entrada de visitantes. O organismo adiantou que, nos primeiros quatro meses do corrente ano, foram feitas autuações, em média, em 740 casos por mês.

      Ou seja, foram autuados aproximadamente três mil casos de infracção da higiene ambiental pelas autoridades desde o início do ano. As irregularidades são comunicadas de imediato à Companhia de Sistemas de Resíduos, Lda., para que esta proceda ao devido acompanhamento, bem como serão autuados indivíduos ou estabelecimentos de comidas infractores quando se verifique problema.

      “Com o aumento do número de visitantes, o IAM mantém uma rigorosa atenção à higiene ambiental de Macau, tomando medidas especiais durante os feriados, a saber: destacamento de mais pessoal de limpeza e colocação de mais caixotes de lixo nas zonas turísticas em destaque, no sentido de aumentar a capacidade de tratamento de resíduos”, referiu o organismo.

      Numa resposta a uma interpelação escrita da deputada Lo Choi In, o IAM salientou que enviou mais pessoal de limpeza para manter o serviço durante as férias, no pico das actividades turísticas. Dando o exemplo da Semana Dourada do Dia do Trabalhador, foram destacados aproximadamente mais 60% de trabalhadores de limpeza, e colocados mais cerca de 35% de caixotes de lixo no território.

      A legisladora Lo Choi In, na interpelação, falou sobre o impacto negativo para os moradores da chegada de um grande número de turistas, uma vez que a capacidade de acolhimento de turistas de Macau não é suficiente e muitos dos pontos turísticos estão situados em zonas habitacionais e nas ruas estreitas dos bairros comunitários.

      “Recentemente, muitos residentes dirigiram-se ao meu gabinete, queixando-se de que existem muitos estabelecimentos de comidas na zona do Largo do Senado, que atraem muitos turistas e produzem muito lixo, mas os caixotes do lixo nas suas proximidades não são suficientes e não conseguem dar resposta às exigências dos turistas”, revelou a deputada.

      Lo Choi In indicou que o horário de funcionamento de alguns estabelecimentos de comidas é muito longo e às vezes o lixo só pode ser recolhido no dia seguinte, o que afecta a higiene dos bairros comunitários e contribuindo para a proliferação de mosquitos e de ratos.

      Desse modo, relativamente à situação da existência de suco residual e espetos nos caixotes de lixo colocados ao redor dos estabelecimentos de comida nas zonas turísticas, o IAM frisou que já coordenou com a Companhia de Sistemas de Resíduos para “tomar medidas adequadas de recolha”. Segundo explicou, as autoridades adoptaram a “substituição por baldes” para que sejam reduzidas as possíveis situações de infiltração de suco residual ou lixo espalhado resultantes do processo de substituição de sacos de plástico.

      O IAM citou ainda a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) que disse que, actualmente, há cerca de 230 estabelecimentos de restauração de pequena e média dimensão, hotéis, entre outros, a participar no “Projecto-piloto de Recolha de Resíduos Alimentares provenientes dos Estabelecimentos de Restauração e Bebidas”. “Após a conclusão da primeira fase de construção do Centro de Recuperação de Resíduos Orgânicos, a DSPA poderá expandir a rede de reciclagem de resíduos alimentares e criar uma frota de veículos exclusiva para a recolha de resíduos alimentares industriais e comerciais”, revelou.