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      Macau com mais 31% de visitantes em 2021, mas pandemia ameaça Ano Novo Lunar

      O número de visitantes em Macau aumentou quase 31% no ano passado, mas a indústria hoteleira admitiu ontem que a pandemia da covid-19 pode ameaçar a realização das festividades do Ano Novo Lunar.

       

      Macau recebeu 7,7 milhões de visitantes no ano passado, mais 30,7% do que em 2020, indicou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), em comunicado. A maioria dos visitantes de Macau veio da China, que beneficia de exceções face às restrições fronteiriças determinadas no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus.

      Para o professor da Universidade de Macau Glenn McCartney houve “uma recuperação progressiva” nos últimos três meses, período em que a cidade não registou qualquer caso de infecção local de covid-19, o que “reflete também o sucesso do corredor de viagem implementado entre a China continental e Macau, em Setembro de 2020”.

      Os dados são também, segundo Glenn McCartney, “um bom indicador para o Ano Novo Lunar”, a principal festa das famílias chinesas. Este ano, dedicado ao Tigre, assinala-se a partir de 1 de Fevereiro. O Ano Novo Lunar é também um dos pontos altos para o turismo de Macau. “A indústria perdeu várias destas chamadas ‘semanas douradas’ nos últimos anos, por isso pode ser muito importante”, acrescentou o académico.

      Tanto em 2020 como em 2021, Macau cancelou o espetáculo de fogo de artifício do Ano Novo Lunar, bem como a tradicional parada para assinalar a efeméride. Mas a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) já garantiu que as celebrações vão em frente este ano.

      Apesar das autoridades de toda a China continental terem pedido à população para não viajar durante as férias, a professora da Universidade de Macau Miao Li disse estar “bastante optimista”. “Há muita gente desejosa de poder viajar e com algum dinheiro posto de lado para este período”, afirmou. Miao Li, que tem estudado as mudanças no setor do turismo, lembrou que a pandemia tem levado a que os visitantes fiquem mais tempo na região e gastem mais dinheiro. Além disso, de acordo com entrevistas, os visitantes da China continental “sentem-se bastante seguros em viajar para Macau”, acrescentou.

      No entanto, o vice-presidente da Associação de Hotéis de Macau, Rutger Veschuren, antecipou “um Ano Novo Lunar como nunca visto”, com reservas inferiores a 10%, “inacreditavelmente baixas”.

      Algo que levou a “uma guerra de preços” entre os operadores hoteleiros, indicou. O preço dos quartos em Macau está “provavelmente a metade ou mesmo um terço” do esperado, lamentou Rutger Veschuren. Ainda assim, Veschuren disse prever que a taxa de ocupação ultrapasse os 70%, mas só se a cidade continuar livre da covid-19. “Estamos a rezar para que a [variante] Ómicron não chegue cá”, sublinhou.

      Zhuhai está em alerta após ter sido a segunda cidade da China continental a detetar a variante altamente contagiosa Ómicron, com 14 casos identificados em quatro dias. Os hoteleiros de Macau já só guardam “grandes esperanças” para a segunda metade de Março, depois dos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim2022 e das sessões do Congresso Nacional Popular e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, considerou Rutger Veschuren. Lusa

      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau