Air Deck: expansão Norte do Aeroporto de Macau

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O projecto da expansão Norte do Aeroporto Internacional de Macau procurou ir além dos requisitos programáticos, propondo um local de celebração dos transportes aéreos que posicionasse o aeroporto como uma infraestrutura de transporte e lazer e proporcionasse uma experiência qualificada e memorável aos viajantes.

 

Com o aumento do turismo em Macau, o Aeroporto Internacional de Macau viu o seu tráfego crescer significativamente, ultrapassando o número máximo de passageiros para o qual tinha sido concebido. Para poder aumentar a sua capacidade e melhor servir os seus passageiros, a Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau – CAM – abriu um concurso para a Concepção e Construção da Expansão Norte do Aeroporto em 2014.

 

A extensão Norte do Aeroporto de Macau visou aumentar a capacidade aeroportuária e a qualidade de serviço, com portas de embarque adicionais e um novo espaço comercial. A par do programa obrigatório, a Urban Practice propôs um novo conceito espacial – o Air Deck – um local onde as pessoas que ficam em terra podem observar os aviões a partir e a chegar e despedir-se dos seus familiares e amigos até ao último instante.

 

O projecto procurou conseguir uma integração estética e funcional com a arquitectura do edifício original, continuando o material de revestimento, mas adicionando novas valências e uma nova ambição, expressa num espaço icónico, o Air Deck. No seu interior, é um espaço comercial e de escritórios, voltado para uma plataforma exterior acessível, que permite vislumbrar toda a pista do aeroporto e a paisagem fluvial envolvente.

 

A organização espacial do Aeroporto de Macau segue uma clara demarcação funcional e espacial entre o “Lado-Terra” e o “Lado-Ar”, em que só os viajantes conseguem ver a pista e os aviões. O projecto continua esta organização funcional, mas explora uma articulação espacial entra as duas zonas, com vista a criar oportunidades para uma experiência aeroportuária mais rica para os passageiros que viajam e para as pessoas que os recebem ou que se despedem.

 

No interior do “Lado-Ar” das Partidas foi proposto um piso em mezanine com uma ampla praça de alimentação ao nível do primeiro piso. Nas Chegadas, a proposta contemplava um amplo espaço protegido para receber os visitantes e marcar de forma memorável a chegada a Macau.

 

O projecto, feito no âmbito de uma equipa multidisciplinar, foi inovador à época, sendo inteiramente desenvolvido em Building Information Modeling (BIM) para garantir a eficaz integração de todas as especialidades, e acelerar e aperfeiçoar o processo construtivo.

 

Nuno Soares