Assinalou-se na terça-feira o Dia Mundial da Doença de Parkinson e, por isso, os Serviços de Saúde chamam a atenção para a doença, tentando aumentar a consciencialização do público. Em comunicado, as autoridades dizem que, com o envelhecimento da população, o número de doentes com Parkinson vai “inevitavelmente aumentar”. Para fazer face à situação, os Serviços de Saúde lembraram que estão a desenvolver um tratamento cirúrgico para a doença.
Assinalou-se na terça-feira o Dia Mundial da Doença de Parkinson. Os Serviços de Saúde alertam para a doença e prevêem que, com o envelhecimento da população de Macau, o número de casos venha a aumentar no futuro. Em comunicado, as autoridades recordam que estão a trabalhar no desenvolvimento de tratamento cirúrgico da doença de Parkinson.
Os Serviços de Saúde acreditam que, com o envelhecimento da população em Macau, “o número de doentes com doença de Parkinson irá inevitavelmente aumentar”. Por isso, as autoridades estão a aumentar o investimento na prevenção, diagnóstico e tratamento precoces da doença de Parkinson e a melhorar proactivamente os programas de tratamento especializado, por exemplo, estar a preparar-se, de forma activa, o desenvolvimento de tratamento cirúrgico da doença de Parkinson, ou seja, a estimulação cerebral profunda, “continuando a melhorar a qualidade dos serviços de cuidados de saúde, organizando regularmente acções de formação sobre as técnicas de diagnóstico e tratamento da doença de Parkinson para os profissionais de saúde, bem como reforçando a cooperação com instituições relevantes, de modo a proporcionar o tratamento adequado e oportuno aos doentes”.
Os Serviços de Saúde explicam que a doença de Parkinson é a segunda doença neurológica degenerativa mais comum, a seguir à demência, e é causada principalmente pela redução dos neurónios de dopamina da substância negra no cérebro. De um modo geral, os doentes apresentam sintomas como tremor de repouso, movimentos lentos, rigidez muscular, instabilidade postural e de marcha.
“A doença de Parkinson tem um grande impacto nos pacientes, nas suas famílias e na sociedade. Além de afectar gravemente a qualidade de vida dos pacientes, os seus familiares também têm de assumir a responsabilidade de cuidar deles, enfrentando, ao mesmo tempo, encargos psicológicos e económicos. Esta doença também provoca o consumo de recursos médicos e a redução de mão-de-obra na sociedade”, assinalam os Serviços de Saúde.
Ao contrário da demência, as disfunções cognitivas, como a perda de memória, não ocorrem na fase inicial da doença de Parkinson, pelo que os pacientes podem apresentar sintomas como tremores nas mãos de um lado, movimentos lentos e até mesmo marcha arrastada ou dor nas articulações. Os Serviços de Saúde dizem que os pacientes ou os seus familiares podem acreditar erroneamente que se encontrem numa fase de envelhecimento, “perdendo assim a oportunidade de ouro para o diagnóstico e tratamento precoces”.
Os medicamentos produzem um efeito notável para os doentes que se encontrem na fase inicial da doença. Após o tratamento, a qualidade de vida dos pacientes pode ser significativamente melhorada. “Neste sentido, o aumento da atenção do público sobre essa doença e a promoção da identificação precoce por parte dos familiares ou cuidadores podem permitir a detecção, o diagnóstico e o tratamento precoces dos pacientes”, dizem as autoridades, acrescentando que os Serviços de Saúde desenvolvem, de forma activa, vários trabalhos de divulgação da educação para a saúde, tais como a realização de palestras, elaboração de materiais de promoção, com vista a popularizar os conhecimentos sobre prevenção e tratamento da doença de Parkinson para o público e aumentar a conscientização sobre esta doença. Paralelamente, os profissionais de saúde dos Serviços de Saúde continuam a fornecer aos doentes, familiares e cuidadores conhecimentos sobre a doença, os cuidados a ter com os medicamentos, entre outros.
Por fim, os Serviços de Saúde apelam ao público para “eliminar o medo e a discriminação em relação a esta doença, e esperam que todos os sectores da sociedade trabalhem em conjunto, para criar uma comunidade amigável com carinho, tolerância e entreajuda, permitindo que os doentes possam superar as dificuldades e reintegrar-se na vida social”.











