O Instituto Cultural vai apoiar as obras de reparação de três bens imóveis com valor cultural em Macau, com um orçamento total de 1,65 milhões de patacas. O edifício secundário da Residência Oficial do Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong é um dos bens imóveis que receberam luz verde de apoio. Segundo o organismo, o edifício apresenta diferentes graus de danos na fachada e telhado. Já o muro antigo das Ruínas da Fábrica de Panchões Iec Long e o portão perto da Calçada do Amparo também vão ter obras de manutenção.
O edifício secundário da Residência Oficial do Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong vai receber obras de restauro com apoio do Instituto Cultural (IC), com um orçamento de 1,2 milhões de patacas. A informação foi confirmada pela presidente do IC, Leong Wai Man, após o pedido de apoio deste projecto ter sido consultado e aprovado pelo Conselho do Património Cultural.
De acordo com a apresentação de Leong Wai Man, no edifício secundário da Residência Oficial do Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong foram verificados alguns danos no telhado e infiltrações, bem como diferentes graus de danos nas portas e janelas na fachada do complexo.
“Existem também nas paredes ao redor da residência, onde surgiram quedas de tijolos cinzentos da muralha e reboco das paredes”, indicou a responsável, acrescentando que “para as obras relevantes, vamos fornecer apoio técnico, com um valor orçamental de 1,2 milhões de patacas”.
O edifício que vai ser alvo de obras de reparação localiza-se na Fortaleza de Nossa Senhora do Bom Parto, junto da Residência do Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, sendo habitualmente a moradia do director do Instituto Português no Oriente (IPOR).
Segundo noticiou na passada semana a TDM-Rádio Macau, o próprio edifício da residência do cônsul também terá obras de reparação estrutural num futuro próximo, o que vai demorar vários meses. O edifício, antigo Hotel Bela Vista, foi convertido na residência oficial do Cônsul depois de 1999, tendo sido classificado em 2018 como edifício de interesse arquitectónico na lista de bens imóveis classificados.
O Conselho do Património Cultural realizou ontem a segunda reunião plenária ordinária deste ano. À margem do encontro, as autoridades revelaram ainda que vão prestar apoio a mais duas obras de restauro do muro antigo das Ruínas da Fábrica de Panchões Iec Long e do portão perto da Calçada do Amparo.
Choi Kin Long, chefe do Departamento de Património Cultural, avançou que o portão perto da Calçada do Amparo sofre de problemas de plantas parasitas que causam afrouxamento das paredes, de infiltrações nas telhas e de reboco de paredes.
Nesse sentido, “os trabalhos das obras incluem a reparação das telhas, remoção de plantas, bem como a reparação das ombreiras de madeira do portão”, disse, frisando que o custo estimado do reparo é de 350 mil patacas.
Em relação ao muro antigo das ruínas da fábrica de Panchões Iec Long, cujo material original é uma mistura de pedra, solo e tijolo, as autoridades vão fazer uma inspecção e análise do local para proceder ao reparo de acordo com a proporção de matérias-primas da muralha, garantiu Choi Kin Long. O orçamento para o projecto ronda as 100 mil patacas.
O IC consultou também na reunião o Conselho sobre o exercício do direito de preferência relativo a três bens imóveis classificados. Leong Wai Man, entretanto, recusou revelar quais os bens imóveis que estão em causa, devido à questão da privacidade, mas salientou que os conselheiros acreditam que não será necessário neste momento ao Governo exercer o direito de preferência.
Na reunião presidida pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, onde estavam presentes vários novos membros do Conselho, foi discutido ainda do 4.º grupo de Bens Imóveis de Macau para classificação, com seis bens imóveis propostos. Os conselheiros pediram para serem disponibilizados ao público mais informações e resultados de pesquisa, e o IC prometeu que vai acompanhar os trabalhos devidos para a classificação, cuja consulta pública está a decorrer até meados de Maio.











