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      Deputada pede melhor protecção do emprego dos residentes locais

      O território vive num impasse. Com inúmeras restrições e sem turistas e, consequentemente, sem entrada de dinheiro fresco na economia local, muitas são as empresas que continuam a dispensar os seus quadros por não conseguirem cumprir com as responsabilidades dos pagamentos de salários. Ella Lei, numa interpelação escrita ao Governo, sugere que as autoridades “não têm outra escolha senão adoptar medidas mais rigorosas para impedir a importação” de mão-de-obra.

       

      Com a pandemia de Covid-19, Macau tem vivido tempos de grande incerteza. A almofada da reserva financeira tem servido para atenuar as dificuldades que a grande maioria dos residentes de Macau têm vivido nos últimos quase três anos. Para a deputada da Assembleia Legislativa (AL) Ella Lei, que interpelou o Governo para pedir melhor protecção do emprego dos residentes locais, a solução passa pela adopção de medidas mais rigorosas para impedir a importação de mão-de-obra. “O Governo não tem outra escolha”, atira.

      Em 2021, apenas pouco menos de oito milhões de turistas chegaram ao território, o que é francamente pouco quando comparado com os anos que antecederam a pandemia de Covid.19. “Muitas indústrias como o turismo, transportes, restauração, comércio a retalho e indústrias de convenções e exposições foram afectadas, resultando em subemprego e mesmo desemprego”, lembra a operária.

      De acordo com a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), a taxa de desemprego dos residentes locais subiu para 4,3% em Fevereiro deste ano. Contudo, há quem acredite que essa percentagem pode ser um pouco mais elevada, tendo em consideração que nem todas as pessoas que perdem emprego ou chegam a um acordo com o empregador, vigoram nos números das autoridades. Desde 2009 que não se viam tais valores. “O Governo deve pôr em prática medidas mais específicas para apoiar o emprego dos residentes locais, através de medidas como a formação e a saída do emprego estrangeiro, para que as empresas possam dar prioridade ao emprego dos habitantes locais”, sugeriu Ella Lei.

      O Governo lançou uma série de programas de formação de transição, lembra a deputada, “mas existe uma escassez de lugares de formação ou uma taxa de correspondência relativamente baixa, como irá o Governo melhorar os programas acima referidos?”, questiona, avançando que as autoridades podem, eventualmente, “lançar um esquema de práticas de emprego para a formação, exigindo que as empresas que empregam um grande número de trabalhadores estrangeiros formem e empreguem pessoal local, de modo a aliviar a pressão no mercado de trabalho e a promover o emprego dos residentes”

      Por outro lado, recorda igualmente a deputada da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), “à medida que o sector do jogo entra num ajustamento estrutural, alguns operadores de casinos anunciaram que irão cessar as suas operações a 26 de Junho”. “Muitos trabalhadores e empregadores na área do jogo estão preocupados em perder os seus empregos e oportunidades, pelo que esperam que o Governo tome medidas concretas de acompanhamento para exigir que as empresas preservem o emprego”, referiu ainda, pedindo acções de acompanhamento face ao impacto no emprego provocado pelo actual ajustamento profundo na indústria do jogo.

       

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