Feriados provocaram congestionamentos na Ponte do Delta  

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O feriado de Cheng Ming de ontem provocou congestionamentos na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, quando muitos residentes decidiram deslocar-se ao interior da China para reverência aos antepassados, levando as autoridades a emitirem alertas de trânsito entre a Península de Macau e a Ponte do Delta. Por outro lado, o posto em Hong Kong sofreu de aglomerações de turistas que pretendiam viajar para Macau. Segundo os dados do Governo, entraram ontem 28 mil visitantes no território através da Ponte do Delta, quase o dobro do número registado nas Portas do Cerco.

 

Ontem, primeiro Dia de Finados após o levantamento das restrições epidémicas, juntamente com a aproximação dos feriados da Páscoa, disparou a circulação de pessoas na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. Nesse dia, também feriado público, em que as famílias chinesas se deslocam para junto das campas dos seus antepassados, muitos residentes optaram por ir ao Continente para cumprir os rituais, tendo as autoridades alertado durante a parte da manhã para o congestionamento nas imediações da Ponte do Delta, apelando para se evitar a utilização do posto fronteiriço da ponte.

O trânsito na zona de saída de Macau através da Ponte do Delta começou a agravar-se depois das 10h da manhã de ontem, prolongando-se do posto fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau à Zona A dos Novos Aterros, e até a zona de Pérola Oriental, na Areia Preta da Península de Macau.

“As vias do posto da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau encontram-se congestionadas. As autoridades apelam aos motoristas para que viajem fora das horas de ponta e não se desloquem à Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau por enquanto. Os condutores com veículos de dupla matrícula podem considerar a utilização de outros portos”, informou ontem o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP).

Segundo noticiou a Rádio Macau em língua chinesa, devido ao congestionamento, vários agentes policiais estavam na Pérola Oriental para facilitar a circulação dos veículos. No entanto, como as três faixas de rodagem da Pérola Oriental de conexão à Zona A são reduzidas a uma única faixa, a velocidade de circulação era lenta e as vias estavam cheias.

O congestionamento durou até por volta das 14h. Citados pela Rádio Macau, alguns cidadãos queixaram-se da situação, considerando que “era tarde demais” para o Governo divulgar as informações de tráfego. “Não esperava que houvesse tanto engarrafamento durante o Dia de Cheng Ming, já estou à espera há mais de meia hora”, relatou um cidadão.

Para facilitar a circulação na Ponte, as autoridades de Guangdong anunciaram a isenção de pagamento de passagem na ponte no dia de Cheng Ming para veículos ligeiros. As duas mil vagas de marcação prévia para ontem, ao abrigo da política de “Circulação de veículos de Macau na província de Guangdong”, esgotaram-se na véspera.

 

MAIS DE 28 MIL ENTRADAS PELA PONTE

 

A situação pelo sentido contrário à entrada em Macau registou o mesmo problema de congestionamento, mas de visitantes, em vez de automóveis. De acordo com as estatísticas de entradas de visitantes até às 17h de ontem, actualizadas pelo CPSP, foram registados 28.645 turistas que entraram em Macau através do posto fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, representando quase metade do número de entradas de visitantes.

O posto fronteiriço da Ponte foi ontem mais utilizado pelos turistas, enquanto as Portas do Cerco registaram 16 mil turistas e o Terminal Marítimo da Taipa mais de seis mil visitantes. Entre os passageiros que passaram pela Ponte para entrar no território, mais de 21 mil são provenientes de Hong Kong.

Apesar de as autoridades de Macau e Hong Kong terem coordenado uma maior frequência de autocarros de ligação entre os dois locais para lidar com o previsível aumento de necessidade de deslocação dos cidadãos, durante os feriados de Cheng Ming e da Páscoa, registaram-se ontem filas longas na espera do autocarro de ligação das duas RAE, com um tempo estimado de espera de mais de uma hora.

De acordo com a Rádio Macau, os autocarros que ligam o posto fronteiriço na Ponte do Delta e a Península de Macau estavam quase todos cheios de visitantes. Em declarações à emissora, os turistas de Hong Kong entrevistados disseram que o tempo de espera para a passagem de fronteira foi de cerca de duas horas, apontando que havia “falta de pessoal e canais” e que “a ordem é caótica”. Uma turista, de apelido Kou, lamentou que o posto não tivesse filas de desvio, e que “foi má a primeira experiência de ir a Macau pela Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau”.