Para Leonel Alves, a participação política da população da China é mais elevada do que nos países europeus. O representante de Macau na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) teceu elogios à liderança de Xi Jinping, disse apreciar a “abordagem pacífica da China” nas relações internacionais e comentou que espera que o princípio ‘Um país, dois sistemas’ seja aplicado também em Taiwan no futuro.
Leonel Alves considera que, apesar de ter estudado em Portugal, a participação política da população da China é mais elevada do que nos países europeus. A ideia foi deixada pelo advogado e representante de Macau na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC) em declarações ao Jornal Ou Mun. “Noutros países, incluindo países da Europa, nunca vi uma participação pública tão forte e um nível político tão elevado”, sublinhou Leonel Alves.
O advogado e membro do Conselho Executivo da RAEM aproveitou para aplaudir Xi Jinping e os responsáveis do Governo Central. Leonel Alves indicou que, “dada a complexidade da situação política a nível mundial e o facto de o Continente ter acabado de atravessar uma epidemia de três anos, é crucial continuar a ter a liderança do Presidente Xi, para proteger os interesses do povo chinês na arena internacional, para levar o país a continuar o seu desenvolvimento sócio-económico estável, e para promover um desenvolvimento pacífico no mundo”.
“Aprecio a iniciativa ‘Uma faixa, uma rota’, que ajuda os países em desenvolvimento a desenvolver as suas economias e infraestruturas, e aprecio a abordagem pacífica da China às relações internacionais”, referiu Leonel Alves, citado pelo Jornal Ou Mun.
Por outro lado, Leonel Alves comentou também a situação de Taiwan, dizendo que espera que, no futuro, o princípio ‘Um país, dois sistemas’ também seja implementado na Formosa. O advogado defendeu o princípio dizendo que, em Macau, é implementado para “proporcionar protecção ao desenvolvimento de Macau e permitir que Macau mantenha os seus próprios pontos fortes e características”. A Lei Básica, por outro lado, permite a Macau manter as suas “leis derivadas do direito europeu continental e o seu posicionamento internacional em relação aos países lusófonos”, indicou.
Leonel Alves aproveitou ainda para sugerir que Macau se torne um centro de arbitragem internacional entre a China e os países de língua portuguesa e que a região possa vir a ser “uma janela” para que tanto os países lusófonos como a China compreendam a história, cultura e língua de parte a parte.
Recorde-se de que Leonel Alves renunciou, em 2004, à nacionalidade portuguesa em detrimento da cidadania chinesa. Nascido em Macau em 1957, Alves terminou o ensino secundário na RAEM antes de ir estudar Direito Internacional na Universidade de Lisboa, Portugal, entre 1974 e 1980. Após dois anos de trabalho em Portugal, regressou a Macau para se tornar deputado à Assembleia Legislativa. Em 2008 tornou-se representante de Macau na CCPPC, tornando-se, assim, o primeiro membro macaense do organismo.











