Ella Lei insta as autoridades a melhorar a qualidade das obras rodoviárias  

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FOTOGRAFIA: GONCALO LOBO PINHEIRO

Numa interpelação escrita ao Governo da RAEM, a deputada da FAOM mencionou que a DSAT havia referido que estava a elaborar regulamentos administrativos para obras rodoviárias, mas até agora não viu nada de concreto. “A comunidade espera que as autoridades possam rever ainda mais os requisitos sobre técnicas de pavimentação rodoviária, normas de qualidade de engenharia, métodos e técnicas de construção, bem como materiais utilizados e melhorá-los através de mais medidas”, considera.

 

A deputada da Assembleia Legislativa (AL) Ella Lei redigiu uma interpelação ao Governo onde se mostra preocupada com a falta de regulamentação que melhore as obras rodoviárias. A parlamentar da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) aponta o dedo à Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), acusando a entidade de ter dito que estava a elaborar regulamentos administrativos para obras rodoviárias, “concentrando-se em medidas como melhorar o mecanismo de notificação e coordenação interdepartamental, estabelecer o mecanismo de coordenação e determinar o estatuto estatutário dos resultados da coordenação, para regular e restringir escavações repetidas, bem como estabelecer requisitos sobre a qualidade das obras de construção”, mas que até ao momento “pouco ou nada se viu sobre o assunto”.

Ella Lei considera que as estradas de Macau, de tempos em tempos, sofrem de problemas como “fendas ou buracos” e ainda “o desnível da superfície das estradas” que “afecta seriamente a segurança rodoviária, ameaçando especialmente a segurança dos motociclistas”. “Embora os departamentos relevantes tenham tomado rapidamente medidas para reparar alguns dos troços de estrada, o número de buracos é relativamente grande e disperso, pelo que a situação de alguns troços ainda precisa de ser acompanhada”, notou a parlamentar operária.

Para além da insegurança do tráfego, “a repavimentação ou remendos repetidos dificultarão também a utilização das estradas e acarretarão custos adicionais para a sociedade”, considera a vice-presidente da FAOM, eleita por sufrágio directo. “Nos últimos anos, as autoridades estão conscientes da situação e lançaram várias iniciativas, incluindo visitas ao continente e comunicação com empresas de engenharia para exortar a indústria a melhorar a qualidade das obras. Por conseguinte, a comunidade espera que as autoridades possam rever ainda mais os requisitos sobre técnicas de pavimentação rodoviária, normas de qualidade de engenharia, métodos e técnicas de construção, bem como materiais utilizados e melhorá-los através de mais medidas, de modo a melhorar efectivamente a qualidade das estradas e a segurança da construção”, referiu Ella Lei na sua interpelação escrita ao Executivo liderado por Ho Iat Seng.

A parlamentar questionou ainda sobre “as obras de repavimentação de estradas-piloto” que serviriam para testar materiais e tecnologias asfálticas de alto desempenho vindas da China continental. Tecnologias essas, refere Ella Lei, “dariam seguimento à avaliação da viabilidade e durabilidade”. “Qual é a situação da avaliação dos projectos-piloto? Para além dos requisitos de durabilidade das matérias-primas, as autoridades reviram os requisitos em vários aspectos, tais como técnicas de construção e testes e incluíram-nos nos requisitos técnicos para concursos, de modo a melhorar ainda mais a qualidade das estradas ressurgidas”, questionou.

 

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