Canil Municipal de Coloane aumenta espaço para acolhimento no território em cerca de 45%

Numa visita promovida pelo Instituto para os Assuntos Municipais, os jornalistas foram convidados a testemunhar as novidades naquele espaço. Com a construção de mais um abrigo para animais, através de uma casa pré-fabricada, foram adicionadas 35 jaulas para cães e 20 para gatos. Há diversos animais abandonados, rafeiros ou com pedigree, à espera de dono.

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FOTOGRAFIA: GONÇALO LOBO PINHEIRO

A tarde, soalheira, convidava ao passeio. A comunicação social do território foi convidada pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) para, in loco, ver as obras de remodelação das instalações do Canil Municipal de Coloane.

O organismo construiu mais abrigos para animais com casas modulares, “aumentando assim o espaço de acolhimento e das instalações médicas, de escritório e de apoio logístico”. Com a entrada em funcionamento das novas instalações, o espaço total de acolhimento do Canil Municipal, incluindo as infra-estruturas do Canil Municipal de Macau, aumenta em cerca de 45%. “Actualmente, existem 75 jaulas para cães e 46 para gatos nos canis municipais do território. Por razões de higiene e segurança, em princípio, cada animal deve ser colocado de forma independente, não devendo ser colocado na mesma jaula com outros. No entanto, devido às limitações de espaço, actualmente, existem 135 cães e 76 gatos nas instalações municipais, uma situação de acolhimento excessivo que vem de longa data, sendo difícil distribuir as jaulas de acordo com o tamanho dos animais, sexo, estado de saúde, entre outras necessidades especiais, o que tem vindo a afectar os animais acolhidos”, considerou a responsável do IAM que fez de cicerone durante a visita.

Em Coloane, o IAM aproveitou a localização do antigo parque de estacionamento do Canil Municipal de Coloane para construir o abrigo, através de uma casa pré-fabricada, adicionando 35 jaulas para cães e 20 para gatos, e proporcionando mais espaço para operações médicas, escritório e apoio logístico. “Após a entrada em funcionamento das instalações, contando com as instalações de Macau, o número de jaulas aumenta para um total de 110 gaiolas para cães e 66 para gatos, o que representa um aumento dos tais cerca de 45% no espaço de acolhimento”, notou a mesma responsável.

De acordo com o IAM, “as instalações foram ponderadas e optimizadas em termos de protecção contra o vento, prevenção de incêndios, impermeabilização e isolamento do calor, entre outros aspectos, de modo a atingir os padrões para os abrigos de animais”. “As instalações estão equipadas com ventilação mecânica e ar condicionado/aquecimento, para assegurar a ventilação, regulação da temperatura e humidade. No pavimento e nas paredes, são utilizados materiais com poucas costuras e alta densidade, para facilitar a lavagem e desinfecção diárias, a fim de manter o ambiente limpo e em boas condições de higiene. Tendo em conta que o canil é constituído principalmente para cães de grande e médio porte, cada jaula tem uma área de cerca de 3,5 metros quadrados e está dividida em espaços interiores e espaços ao ar livre, a fim de satisfazer as necessidades de actividades dos cães. Quanto ao gatil, são utilizadas jaulas modulares, contando cada jaula para gatos com uma área de 0,8 metros quadrados e estando equipada com prateleira, para aumentar o espaço de movimento vertical, além de separar a zona de estar e a zona de areia para gatos, correspondendo às necessidades naturais dos gatos”, explicou a chefe de divisão do IAM.

 

MODELO TNA EM COOPERAÇÃO COM ASSOCIAÇÕES DE PROTECÇÃO ANIMAL

 

Durante a visita ao Canil Municipal de Coloane, o IAM também deu o ponto de situação sobre o programa de “captura”, “esterilização” e “adopção” (TNA), enfatizando que “coopera, de forma constante, com associações de protecção animal para instar, através de uma série de trabalhos, deslocação aos bairros de comunidade, criação de páginas específica de redes sociais, à adopção em vez da aquisição de animais de estimação, aumentando o entendimento e apoio dos cidadãos”. “Em 2022, a taxa de adopção e reclamação de cães e gatos dos canis municipais atingiu os 70%”, revelou o IAM, que tem vindo a intensificar os esforços “para melhorar o bem-estar dos animais vadios, prestando-lhes serviços médico-veterinários e cuidados, e intercedendo em favor do modelo”.

Assim, o IAM sublinhou que vai continuar a proceder a exames médicos, vacinação epizoótica, introdução de microchip nos cães e gatos capturados ou abandonados, disponibilizando os que estiverem saudáveis e sossegados para adopção, após esterilização. “Em cooperação com associações de protecção animal, prestam-se visitas de voluntários à família adoptante, de modo a garantir a combinação adequada com os adoptantes”, acrescentou.

Dados oficiais revelados pela entidade municipal revelam que, em 2018, houve, no total, 397 cães e gatos adoptados e reclamados com sucesso. No ano 2019, registou-se um total de 598; já em 2020 foram, no total, 667; em 2021, o total atingiu os 671; enquanto que no ano 2022, por influência da pandemia de Covid-19, o número de adopções baixou até aos 497 cães e gatos. “Nos últimos anos, a taxa de adopção manteve-se em ascensão, o que reflecte que os residentes concordam com o TNA, demonstrando, com actos concretos, o seu apoio à adopção em vez da aquisição.”

Quanto aos animais que tenham contraído doenças epizoóticas de alta transmissão ou apresentem ferimentos graves, que os tornem inadequados para serem adoptados, “são usados meios humanos para pôr fim à sua vida, por métodos que garantam o cumprimento do controlo sanitário animal e o bem-estar dos animais”, sendo os casos avaliados um a um por dois veterinários, que têm de proceder a uma avaliação clínica e apresentar um diagnóstico específico.