A política externa chinesa e a sua ascensão no palco internacional, sob o olhar de Arnaldo Gonçalves

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“A China. O Sonho Imperial” é o título do novo livro de Arnaldo Gonçalves, a ser lançado este ano. Na obra, o académico faz uma análise abrangente da política externa chinesa e da sua ascensão no sistema internacional ao longo das últimas quatro décadas. De Deng Xiaoping a Xi Jinping, Arnaldo Gonçalves repassa as mudanças que ocorreram na China.

 

Arnaldo Gonçalves vai lançar ainda este ano um novo livro, que se vai intitular “A China. O Sonho Imperial”. Este é um livro que se dirige ao público português e que faz uma análise às mudanças na China, mediante as lideranças de Deng Xiaoping, Jiang Zemin, Hu Jintao e Xi Jinping.

Ao PONTO FINAL, Arnaldo Gonçalves diz que esta nova obra faz uma “análise abrangente da política externa chinesa e da sua ascensão no sistema internacional, ao longo das últimas quatro décadas”, descreve o académico que foi consultor do Governo de Macau entre 1990 e 1997 e leccionou Ciência Política e Relações Internacionais no Instituto Politécnico de Macau entre 2003 e 2019.

“O livro explora como a China, desde as reformas de Deng Xiaoping, rompeu com o isolamento maoísta para se tornar uma potência económica e política global, com influência crescente nas dinâmicas internacionais”, refere Arnaldo Gonçalves, acrescentando que a obra está dividida em seis capítulos que traçam a trajectória da diplomacia chinesa, desde “a era pragmática” de Deng Xiaoping até à “liderança expansionista” de Xi Jinping.

Além disso, “examina temas como o processo de elaboração da politica externa chinesa no quadro do partido e do estado, a relação especial com a União Europeia, a rivalidade estratégico-militar com os Estados Unidos, as implicações do projecto da Nova Rota da Seda no equilíbrio regional e internacional e o robustecimento militar da China”, reflectindo também sobre “o paradoxo entre o discurso de paz e da convivência regional e a assertividade territorial e marítima chinesa no Mar do Sul da China”.

O académico diz que a ideia de escrever este livro partiu do facto de haver poucos autores em Portugal a debruçarem-se sobre os assuntos da China. “Parte significativa dos comentadores dos canais de televisão que falam da China nunca ali viveram ou estão associados a grupos empresariais com interesses no país”, diz, ressalvando: “Sou português e europeu e coloco-me do ponto de vista dos interesses da Europa e do Ocidente”.

Arnaldo Gonçalves tem escrito obras nos domínios do Direito, da Ciência Política e das Relações Internacionais, nomeadamente “O Diálogo Europa-China-Ásia-Pacífico: Desafios e Turbulências no Século XXI” (2004), “A Europa em Busca do Futuro – Da Convenção de Filadélfia ao Tratado de Lisboa” (2007), ”Poder e Direito: Ensaios de Direito Constitucional e Ciência Política”, “O Mundo como Vontade e Imaginário” (2008), ”Norberto Bobbio. A tradição europeia da liberdade” (2014), “Macau, depois do adeus” (2018). Na área das espiritualidades e do esoterismo, publicou “Religião, Cultura e Sentido de Pertença” (2017), “Para quem os sinos não dobram. A Maçonaria e a Igreja Católica” (2021) e ”Sob o Delta Luminoso. Hermetismo e Tradição” (2023).