A digitalização das actividades comerciais é um caminho necessário de desenvolvimento no futuro de Macau, pelo que as autoridades estão a preparar-se para promover ainda mais a operação digitalizada na indústria da restauração, bem como no sector de retalho e de serviços, para “aliviar a falta de recursos humanos e a dificuldade de recrutamento”. A garantia foi dada por Tai Kin Ip, director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT).
Em declarações ao Jornal Ou Mun, Tai Kin Ip revelou que o organismo está a estudar, com a experiência de outros planos de subsídio, o lançamento de mais medidas de apoio da transformação digital das Pequenas e Médias Empresas (PME) no território. Os trabalhos no futuro próximo darão prioridade ao sector de retalho, bem como aos estabelecimentos de prestação de serviços, incluindo os cabeleireiros e salões de beleza, com apoio pecuniário para publicidade online, ao sistema de gestão de mercadorias e ao sistema de pagamentos.
“Vamos ainda aprofundar as operações digitais na indústria de restauração, por exemplo, combinar a função de pedidos de refeições com as plataformas de pagamentos, de forma a permitir que os clientes possam pagar na mesa sem se dirigirem ao balcão, já que as lojas não precisam de criar um posto para um trabalhador exclusivo na caixa para tratar dos pagamentos”, realçou Tai Kin Ip, acrescentando que este serviço “já está muito maduro no interior da China, devendo Macau acelerar o seu passo para acompanhar a tendência do desenvolvimento tecnológico”.
Desde o surgimento da epidemia que o Governo se tem empenhado em encorajar o sector empresarial a explorar o modelo de promoção e operação online, impulsionando a transformação das empresas, nomeadamente as PME, e elevando a competitividade e nível de gestão. A DSEDT, neste sentido, adjudicou recentemente uma organização profissional para realizar uma pesquisa relativa à situação actual e necessidade de aplicação de tecnologia nas PME, com vista a perceber os pontos problemáticos das empresas na adopção da tecnologia na sua operação do dia a dia.
Tai Kin Ip citou os resultados da pesquisa para adiantar que, de forma geral, as PME locais aceitam e estão dispostas a promover o uso da tecnologia nos seus negócios, “contudo, os maiores obstáculos são o orçamento e a falta de conhecimento na utilização dos sistemas inteligentes”.
A DSEDT, assim, planeia lançar, em conjunto com o Centro de Produtividade e Transferência de Tecnologia de Macau, mais seminários sobre a matéria, para melhorar a integração no ambiente da economia digital das empresas e responder aos actuais hábitos de consumo.
Por outro lado, Tai Kin Ip recordou que o Governo lançou a iniciativa em 2021 do Plano de Apoio Financeiro para a electronização do sistema de operação do sector da restauração. “O objectivo era aproveitar a tecnologia da internet para aliviar a escassez de recursos humanos nas empresas, bem como melhorar a gestão das empresas de restauração tradicional”, reiterou o responsável, avançando que o número de candidatos superou as espectativas das autoridades, o que levou ao lançamento da segunda edição do plano.
Um total de 548 pedidos foram aprovados nos últimos dois anos ao longo de duas fases do plano. Recorde-se que, através do plano, as empresas de restauração elegíveis podem pedir aos fornecedores de sistema a criação e instalação do sistema no seu estabelecimento, sendo que o Governo vai atribuir um valor de financiamento, que é 80% do custo da instalação do sistema, com um limite máximo de subsídio de 12 mil patacas a cada estabelecimento de restauração.












