Cerca de 140 mil pessoas passearam-se pela Almeida Ribeiro durante o Ano Novo Lunar

Fecho de uma das principais artérias da cidade foi considerada “uma experiência inovadora” que, acima de tudo serviu para “revitalizar os bairros antigos e estimular o desenvolvimento integrado de cultura e do turismo”. Diversos sectores da sociedade civil já defenderam a aposta futura, mesmo que esporádica, do fecho da San Ma Lou.

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Foi um sucesso. Assim considera o Governo da RAEM a iniciativa de encerramento ao trânsito da Avenida de Almeida Ribeiro – com um comprimento de cerca de 450 metros – por cinco dias durante os festejos do Ano Novo Lunar em Macau. O balanço revelado, na passada sexta-feira, pelo Instituto Cultural (IC) revela que cerca de 140 mil pessoas se passearam pela Almeida Ribeiro, uma experiência que, de acordo com as autoridades, foi “inovadora” e serviu para “revitalizar os bairros antigos e estimular o desenvolvimento integrado de cultura e do turismo”.

O programa “Passeando pela Almeida Ribeiro – Projecto piloto para área pedonal”, realizado entre 22 e 24 de Janeiro, e entre 4 e 5 de Fevereiro, foi realizado com diferentes decorações urbanas de acordo com as respectivas ocasiões festivas. Ao longo dos cinco dias, a iniciativa, através de uma série de actividades diversificadas, “tornou-se um popular ponto de visita para o público em geral, tendo atraído a presença de milhares de pessoas e promovido um grande fluxo de indivíduos nas ruas circundantes e nos estabelecimentos comerciais próximos”.

Com o objectivo de trazer experiências culturais e turísticas inovadoras aos bairros históricos, a iniciativa contou com a participação de cerca de 330 artistas, que apresentaram 96 actuações de rua de estilos distintos, assim como com a presença de 32 stands de características e temas diferentes. Segundo cerca de 60% dos comerciantes da zona, “a realização do evento entre o primeiro dia e o terceiro dia do Ano Novo Chinês contribuiu para o aumento dos seus volumes de negócio, tendo alguns registado mesmo um crescimento de mais de 50%”, revelou a mesma nota de imprensa do IC.

Por aquela zona da cidade foi possível ouvir a Banda de Música do Corpo de Polícia de Segurança Pública e vários buskers. Além disso, as sessões de distribuição de felicitações pelo Deus da Fortuna e de distribuição de felicitações pela mascote, organizadas pelas operadoras de estâncias turísticas integradas, contribuíram igualmente para animar ainda mais o ambiente local. O stand de chá de ervas montado pela Farmácia Chinesa Tung Sin Tong permitiu ao público “experimentar o charme do património cultural intangível”. Houve ainda stands de demonstração de manifestações do Património Cultural Intangível de Macau, como a Confecção de Doces de Barba de Dragão e a Escultura de Figuras em Massa, para exibir os respectivos artesanatos tradicionais. Os stands de produtos culturais e criativos, de café e petiscos e de gastronomias criativa de Macau trouxeram diferentes produtos de conceitos originais. A Associação dos Artistas de Belas-Artes de Macau coordenou vários artistas para pintarem retratos dos transeuntes, enriquecendo o conteúdo turístico dos bairros.

Ao longo dos dois dias do fim-de-semana do Festival das Lanternas, as diversas instalações montadas no âmbito da iniciativa atraíram muitos visitantes, que pararam para contemplar e tirar fotografias.

O Espaço Patrimonial – Uma Casa de Penhores Tradicional, sito na Avenida de Almeida Ribeiro, proporcionou, pela primeira vez, a “Visita Nocturna da Casa de Penhores Tak Seng On”, cujo horário de funcionamento foi especialmente prolongado até às 22h.

A iniciativa, que muitos já disseram publicamente ser possível acontecer novamente, “procurou estimular, através do impulso cultural, a revitalização da economia comunitária, o enriquecimento da experiência integrada de cultura e de turismo e a divulgação da imagem diversificada e estética da cidade de Macau como uma base de intercâmbio e cooperação para promover a coexistência de diversas culturas, sendo a cultura chinesa a predominante”.