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      InícioSociedadeDa política de zero casos às zero restrições num mês

      Da política de zero casos às zero restrições num mês

      No domingo, terminam as restrições pandémicas para a entrada em Macau. Restrições essas que duraram três anos e que foram abandonadas em apenas um mês. As autoridades locais anunciaram ontem a via aberta com Hong Kong e Taiwan e o fim das limitações de entrada de estrangeiros.

      Terminam no domingo as restrições pandémicas impostas no território. A política de zero casos, que vigorou em Macau nos últimos três anos, foi desmantelada em apenas um mês. A 8 de Dezembro as autoridades anunciaram a primeira fase do alívio de restrições e ontem confirmaram que domingo, 8 de Janeiro, serão retiradas as restantes medidas. À boleia do interior da China, as autoridades indicaram que a Covid-19 será encarada de forma mais ligeira.

      Assim, a partir de domingo, todos os indivíduos estrangeiros podem entrar em Macau. “São eliminadas as medidas de limitação de entrada de pessoas de passaporte estrangeiro”, informou a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong. Voltam então a estar em vigor as normas de 2019. Até aqui, os cidadãos que chegassem vindos de um dos países que não estavam na lista de 41 territórios com luz verde para entrar na RAEM tinham de notificar os Serviços de Saúde.

      Quem vem do estrangeiro tem apenas de apresentar um teste de ácido nucleico ou um teste rápido realizado 48 horas antes de embarcar em direcção a Macau.

      Por outro lado, Elsie Ao Ieong anunciou também via aberta com o interior da China, Hong Kong e Taiwan. A partir de agora, quem chega a Macau vindo desses territórios pode entrar sem ter de fazer testes de ácido nucleico ou testes rápidos. No entanto, quem vem do estrangeiro, de Hong Kong ou de Taiwan e quer entrar no interior da China no prazo de sete dias tem de apresentar o resultado negativo de um teste de ácido nucleico realizado no prazo de 48 horas.

      “Dia 8 [de Janeiro] marca o fim do período transitório. Na sequência deste anúncio consideramos a infecção como uma epidemia local que existe no seio da comunidade”, disse na conferência de imprensa de ontem Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde.

      Ontem também foi anunciado pelo Mecanismo Conjunto de Prevenção e Controlo do Conselho de Estado que a partir de domingo as pessoas que entrem no interior da China vindas de Macau, que não tenham histórico de viagem para o estrangeiro nos últimos sete dias, não precisam de apresentar teste de ácido nucleico.

       

      SECRETÁRIA ESTIMA QUE 60 A 70% DA POPULAÇÃO ESTEVE INFECTADA

      Na conferência de imprensa de ontem, Elsie Ao Ieong admitiu que não sabe ao certo o número de casos em Macau. Porém, disse que, de acordo com as estimativas das autoridades, cerca de 60 a 70% da população esteve infectada nas últimas semanas.

      “De acordo com a monitorização até 4 de Janeiro, através da plataforma de declaração, conseguimos registar 250 mil casos confirmados infectados. Isto representa cerca de 37% da população de Macau, não incluindo os que foram infectados mas não declararam na plataforma. Este número poderá ser muito distante do total que temos através da plataforma”, começou por dizer, completando então que “os infectados na população rondam os 60 a 70%”. “Estes dados foram apurados de acordo com as nossas estatísticas pelo que não são conclusivos e não podem ser considerados como os números reais”, esclareceu.

      Elsie Ao Ieong referiu também que cerca de 70% dos profissionais de saúde foram infectados. Segundo as contas das autoridades, também 70% dos professores foram infectados. A percentagem de estudantes infectados deverá rondar os 60%.

      Alvis Lo disse que há a possibilidade de surgir novo surto, mas “será de menor escala”. O director dos Serviços de Saúde comentou que, durante o pico epidémico, o sistema de saúde sofreu alguma pressão, mas “agora já foi encurtado o tempo de espera dos doentes e foram adicionadas camas”.