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      InícioSociedadeInstituições médicas privadas podem não notificar autoridades sobre casos positivos que detectem

      Instituições médicas privadas podem não notificar autoridades sobre casos positivos que detectem

      Com o aumento dos casos da infecção por Covid-19 no território, os Serviços de Saúde anunciaram ontem o cancelamento da exigência de que as instituições médicas não governamentais notifiquem os casos suspeitos ou positivos de infecção ao Governo. Além disso, para assegurar o funcionamento dessas instituições, os funcionários infectados podem voltar ao trabalho apenas com um teste rápido negativo, se houver escassez extrema de pessoal. Os hotéis também podem receber infectados e contactos próximos a partir de hoje.

      O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus emitiu ontem várias novas orientações de prevenção epidemiológica. Uma das quais diz que as instituições de serviços médicos não governamentais já não são obrigadas a declarar ao Governo os casos suspeitos ou positivos de infecção pela Covid-19.

      Nas directizes destinadas aos centros de saúde e clínicas não governamentais, relativas aos procedimentos para tratamento de casos suspeitos ou confirmados de infecção, os Serviços de Saúde começam por destacar que “Macau entrou no período de transição de prevenção e controlo da pandemia e haverá mais pessoas na comunidade, com sintomas suspeitos de infecção ou que testam positivo no teste rápido de antigénio ou de ácido nucleico, a procurarem consulta e tratamento médico em instituições médicas”.

      Os Serviços de Saúde estabelecem que as instituições médicas, se tiverem condições, podem disponibilizar testes de antígeno ou de ácido nucleico para os pacientes que recorram à consulta no local e que não tinham sido submetidos a testes.

      A partir de agora, as instituições médicas não precisam de notificar os casos suspeitos ou os casos que testam positivos no teste rápido, enquanto os infectados podem efectuar uma declaração na plataforma para a declaração do resultado de teste rápido de antigénio.

      O organismo salienta ainda que as instituições médicas não têm necessidade, por enquanto, de declarar os casos positivos no teste de ácido nucleico às autoridades, nem de encaminhar os pacientes para os serviços médicos públicos, a não ser os que casos com sintomas graves ou que resultem em óbito.

      Estão previstas também nas orientações as situações em que as instituições médicas devem realizar o tratamento de emergência e chamar a ambulância dos bombeiros para transferir os casos ao departamento de urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário, caso o doente tenha dificuldade em respirar; cuja temperatura corporal permanece superior a 38,5°C por mais de três dias após o tratamento com medicamento; agravação dos sintomas entre crianças e mulheres grávidas.

       

      DOIS TESTES RÁPIDOS POR DIA PARA PESSOAL MÉDICO

      Foram ainda actualizadas ontem as orientações para os funcionários das unidades médicas, de forma a “reduzir a rápida disseminação da Covid-19 entre os funcionários das instituições médicas, particularmente entre aqueles do mesmo departamento, com vista a garantir o funcionamento normal das unidades”, segundo os Serviços de Saúde.

      As directrizes são aplicáveis ​​a todas as instituições médicas locais que prestam serviços de diagnóstico e tratamento clínico, bem como o pessoal que atende directamente os pacientes, incluindo médicos, enfermeiros e outros profissionais médicos, trabalhadores de limpeza e segurança.

      O Governo sugere que as instituições médicas criem um mecanismo de monitorização das situações de infecção das equipas. “Todos os funcionários devem fazer um teste rápido de antigénio antes de ir ao trabalho e durante a pausa do almoço, e carregar o resultado na plataforma de declaração”. As autoridades recomendam ainda que se reforce a frequência de teste diário de ácido nucleico se se verificarem infecções dentro das equipas.

      Os Serviços de Saúde regulam também os padrões para o pessoal médico retomar o trabalho após a infecção em quatro níveis de necessidade de recursos humanos nas instituições. De acordo com o documento divulgado, quando não se encontra falta de pessoal, os funcionários podem regressar ao cargo após sete dias a contar do dia em que testem positivo pela primeira vez, e quando os seus testes de ácido nucleico dão negativo por dois dias consecutivos, ou o valor CT é igual ou superior a 35.

      No entanto, na situação com extrema escassez de pessoal, a exigência é ajustada para “sem febre, nenhum desconforto óbvio e um resultado negativo de teste rápido”, para os profissionais médicos a retomarem o trabalho.

       

      HOTÉIS PODEM RECEBER INFECTADOS

      Os estabelecimentos hoteleiros, a partir de hoje, podem receber pessoas infectadas e de contactos próximos, anunciou ontem o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, que recorda que “Macau entra na segunda fase do período de transição e os infectados podem cumprir o isolamento domiciliário”. As autoridades sanitárias exigem que os hotéis procedam à medição de temperatura a pessoas na entrada e reforcem os trabalhos de desinfecção dentro do estabelecimento.