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      Governo recebeu 15 consultas e queixas sobre compra de medicamentos e limita aquisição nas farmácias

      As autoridades receberam, nas últimas duas semanas, nove consultas relativas a medicamentos esgotados e seis queixas devido à venda irregular dos medicamentos contra a Covid-19 via online. O Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica implementou a medida de compra limitada dos produtos antiepidémicos nas farmácias, permitindo actualmente que uma pessoa compre apenas cinco reagentes de teste rápido de antigénio e uma caixa de comprimidos analgésicos e antipiréticos de cada vez.

      Foram 15 os casos de consultas e queixas sobre a venda de medicamentos contra a Covid-19 que o Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF) recebeu durante este mês, após o anúncio do Governo sobre o relaxamento das medidas antiepidémicas, incluindo a permissão do tratamento e isolamento domiciliário dos infectados.

      Ao PONTO FINAL, o organismo adiantou que se registaram, do início do mês até ontem, um total de nove casos de consulta sobre a aquisição ou escassez de medicamentos na comunidade, e seis casos de queixas sobre a venda de medicamentos nas plataformas sociais online.

      “O ISAF emitiu directrizes para as farmácias comunitárias nos dias 9 e 12 do mês, lembrando as farmácias sobre as observâncias relativas ao fornecimento de medicamentos antiepidémicos, e instruindo-as a adoptar restrições à aquisição de produtos (de medicamentos) relacionados”, asseverou o instituto.

      O organismo avançou ontem que está a ser implementada a medida de compra limitada de medicamentos nas farmácias, sendo que é apenas permitida a compra de cinco reagentes de teste rápido de antigénio e uma caixa de comprimidos analgésicos e antipiréticos por pessoa por cada vez, de forma a “atender ao máximo as necessidades da maioria dos cidadãos e aliviar preocupações desnecessárias da população”.

      Na mesma linha, o Governo lançou um apelo para os residentes não se apressarem em comprar “um medicamento específico de uma determinada marca”, podendo considerar adquirir produtos de outras marcas com as mesmas composições farmacêuticas.

      De acordo com o ISAF, em resposta à passagem ao período de transição da prevenção epidémica em Macau, a procura do público de medicamentos e suplementos alimentares verificou “um aumento temporário”, pelo que tem vindo a monitorizar a situação do fornecimento de produtos relevantes no mercado, garantindo o seu abastecimento seguro e estável.

      As autoridades, após a realização de várias inspecções às farmácias nos últimos dias, admitiram que “há pressão sobre a disponibilização dos kits de teste rápido de antigénio, dos medicamentos analgésicos e antipiréticos de marcas específicas (como Panadol), bem como dos medicamentos antiepidémicos tradicionais chineses ‘Lianhua Qingwen Jiaonang’”. Indicaram, no entanto, que existe ‘stock’ de medicamentos antipiréticos e analgésicos e antigripais e das máscaras KN95.

      O organismo esclareceu ainda que não houve aumento de preços nas farmácias, e os preços no mercado variam normalmente devido às diferentes embalagens, marcas, origens dos medicamentos.

      O assunto da compra de medicamentos após o alívio das restrições antiepidémicas dominou a discussão no programa Fórum Macau da Rádio Macau em língua chinesa. Vários ouvintes telefonaram à emissora e queixaram-se sobre a falta de ‘stock’ e o aumento de preços dos medicamentos em Macau nos últimos dias.

      “Há pessoas que se dedicam à compra de medicamentos em Macau para enviar para e revender na China Continental, através das plataformas como TikTok. Até estamos a entrar no período de pico de gripe, os residentes nem conseguem encontrar suplementos como Vitamina C”, sublinhou uma ouvinte, questionando se o Governo tinha previsto essa situação, apontando que a falta de fiscalização “é igual à permissão desses actos”.

      Na resposta, o ISAF salientou que o Governo está a distribuir kits antiepidémicos ao público e garantiu que os cidadãos podem obter tratamento adequado nos postos médicos comunitários caso sejam infectados, dissuadindo a acumulação irrazoável dos medicamentos.