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      Covid-19: Investigadores da UM apresentam sugestões para lidar com o novo ‘status quo’

      Académicos consideram que, como a patogenicidade da variante Omicron “diminuiu significativamente”, muitas cidades na China continental e nas regiões vizinhas de Macau têm ajustado as suas estratégias de prevenção. Segundo a equipa de investigação, “o público em geral tem de entender que o combate à pandemia caminha agora para uma nova etapa”.

      Uma equipa de investigadores da Universidade de Macau (UM), cujos nomes não foram anunciados, apresentou, na passada sexta-feira, três sugestões para que a população esteja preparada para enfrentar a nova situação de prevenção pandémica no território.

      Segundo a equipa de investigadores, “é necessário que todas as partes trabalhem juntas e cooperem activamente com os mecanismos governamentais de prevenção”. A primeira dica dos especialistas refere o provável aumento do risco de infecção na comunidade. “Recomenda-se que aqueles que não receberam vacinação primária ou doses de reforço, especialmente idosos e pacientes com doenças crónicas, que o façam rapidamente”, referiram.

      Com base na experiência de Hong Kong, a grande maioria das mortes por Covid-19 ocorreu em pessoas com 60 anos ou mais que não receberam vacinação contra o SARS-CoV-2. Com base nesses dados, para estarem totalmente preparados, “os idosos que não receberam vacinas contra devem ser vacinados o mais rápido possível para protecção”. “Além disso, de acordo com os dados da quinta vaga de infecções em Hong Kong, a eficácia de três doses contra doenças graves e morte é de cerca de 98% entre pessoas com 60 anos ou mais, sejam vacinas inactivadas ou vacinas de mRNA”, notaram os cientistas.

      Para uma protecção ideal, acrescenta a equipa da UM, “os idosos e todos os indivíduos qualificados devem receber doses de reforço o mais cedo possível, de acordo com as directrizes existentes” e s dados da investigação “também sugerem que a vacina de mRNA oferece melhor protecção como reforço”.

      Em segundo lugar, os testes rápidos de antígenio (RAT) devem ser adoptados como alternativa aos testes de ácido nucleico para reduzir o fluxo de pessoas e o risco de infecção na população. “Os requisitos para testes de ácidos nucleicos estão a ser relaxados na China continental e o RAT é uma alternativa importante, principalmente para populações de alto risco, bem como aquelas em risco de desenvolver doenças graves”, referiram, citados por um comunicado de imprensa divulgado pela UM.

      Os investigadores sugerem que, se as pessoas apresentarem sintomas de infecção, “devem fazer um RAT primeiro”. No entanto, é esperado que, “se a pandemia continuar a desenvolver-se, pode atingir um pico de transmissão, pressionando o sistema de saúde”. “O isolamento domiciliar de pessoas com sintomas leves ou infecções assintomática é necessário para retardar o desenvolvimento da pandemia e diminuir a pressão sobre o sistema de saúde, reduzindo o fluxo de pessoas e aglomerações”, defendem os investigadores, acrescentando que “como a grande maioria das pessoas com sintomas leves ou infecção assintomática tem baixas necessidades médicas e podem ser tratadas por telemedicina ou por meio de ambulatórios comunitários, os recursos médicos podem ser reservados para as pessoas mais vulneráveis”. Recorde-se que, no sábado, as autoridades anunciaram precisamente que, a partir de quarta-feira, os infectados podem fazer isolamento domiciliário.

      Por último, dizem ainda os investigadores, “as autoridades devem refinar os planos de resposta a emergências médicas” recorrendo à “protecção da população vulnerável” que deve ser fortalecida. “Idosos, crianças, pacientes com doenças crónicas estão entre as populações com sistema imunológico relativamente fraco”. Para além disso, enfatizam, “as necessidades de mulheres grávidas e pacientes com doenças agudas também devem ser atendidas”.

      Ao mesmo tempo, “o fluxo de trabalho dentro do sistema de saúde também deve ser refinado”. “Os hospitais e centros de saúde devem desempenhar o seu papel e elaborar diferentes planos para proteger os diferentes tipos de pessoas. Doentes com doenças agudas e graves devem ligar para o 999 enquanto os doentes comuns devem contactar os centros de saúde, uma vez que a classificação e triagem dos doentes pode ajudar a evitar o esgotamento de recursos”, defendem.

      O Governo “deve melhorar activamente seu plano de contingência para surtos epidémicos de grande escala”. “Caso a cidade entre numa nova fase de prevenção e controle da epidemia, o Executivo, dependendo da gravidade do surto, “pode adoptar medidas para reduzir o fluxo de pessoas e aglomerações, como a suspensão de aulas e grandes eventos, a fim de retardar o desenvolvimento do surto”.

      Segundo a equipa de investigação, “o público em geral tem que entender que o combate à pandemia caminha agora para uma nova etapa”. “Embora os residentes de Macau devam levar a sério a prevenção, também precisam ajustar as suas expectativas de acordo e ajudar familiares a aliviar o estresse psicológico causado pela Covid-19”.