Edição do dia

Domingo, 21 de Abril, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
chuva moderada
25.9 ° C
26.9 °
25.9 °
94 %
5.7kmh
40 %
Dom
25 °
Seg
25 °
Ter
25 °
Qua
25 °
Qui
29 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioEconomiaPIB cai 33,4% devido ao surto de Junho

      PIB cai 33,4% devido ao surto de Junho

      O Produto Interno Bruto (PIB) de Macau caiu 33,4% no terceiro trimestre deste ano, revelou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), que justifica a queda com as restrições impostas pelas autoridades duranteo surto pandémico de Junho em Macau. Cumulativamente, nos primeiros três trimestres do ano, a descida homóloga foi de 27,8%.

      O Produto Interno Bruto (PIB) de Macau registou uma queda de 33,4% no terceiro trimestre deste ano, revelou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) num comunicado divulgado na sexta-feira. Na nota, o organismo explica que a descida se deveu ao surto de 18 de Junho.

      Durante a pandemia, o número de visitantes que entraram em Macau no trimestre em análise desceu 50,8% em termos anuais, pelo que as exportações de serviços diminuíram 46,7% em termos anuais, salientando-se os decréscimos de 72,5% nas exportações de serviços do jogo e de 45,9% nas exportações de outros serviços turísticos, mostra a DSEC.

      A amplitude descendente da procura interna alargou-se, com uma queda anual de 14,4%, arrastada pela descida da formação bruta de capital fixo e do consumo privado“, pode ler-se no comunicado, que acrescenta que o deflactorimplícito do PIB, que mede a variação global de preços, registou uma diminuição anual de 1,1%“.

      Em Junho e durante grande parte do Verão o Governo impôs restrições mais rigorosas em Macau, sendo mesmo aplicado um confinamento de quase duas semanas entre 11 a 23 de Julho. Estas medidas, diz a DSEC, reflectiram-se nas actividades económicas locais, com impactos na despesa de consumo final das famílias no mercado local, que decresceu 13,3%, e na despesa de consumo final das famílias no exterior, que caiu 12,2%. Assim, em termos anuais, a despesa de consumo privado diminuiu 13,3%.

      A despesa de consumo final do Governo subiu 5,7% em termos anuais, devido ao aumento das despesas efectuadas pelo Governo no programa de comparticipação nos cuidados de saúde e no combate à pandemia. Salientam-se as variações de +10,2% das compras líquidas de bens e serviços e de -0,1% das remunerações dos empregados.

      A formação bruta de capital fixo registou um decréscimo anual de 34,3%, realçando-se as descidas de 38,2% no investimento em construção e de 18,8% no investimento em equipamento. Quanto ao sector público, o investimento em obras públicas cresceu 19,6% em termos anuais, devido sobretudo ao aumento do investimento em obras relacionadas com a habitação pública, a Quarta Ponte Macau-Taipa e o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas. Todavia, baixou 44,4% o investimento em equipamento. Quanto ao sector privado, o investimento em construção privada registou uma quebra anual de 56,4%, em virtude do decréscimo do investimento das concessionárias de jogo. Paralelamente, caiu 14,0% o investimento em equipamento.

      Com o impacto da pandemia, as trocas comerciais de mercadorias ressentiram-se, tendo-se observado descidas anuais de 27,9% nas importações de bens e de 43,0% nas exportações de bens.

      A DSEC diz também que, nos primeiros três trimestres de 2022, o PIB registou uma descida homóloga de 27,8% em termos reais. Quanto aos principais componentes do PIB, a despesa de consumo privado, a despesa de consumo final do Governo e a formação bruta de capital fixo desceram 7,8%, 1,1% e 19,7%, respectivamente, observando-se ainda descidas de 19,9% nas exportações de bens, de 10,2% nas importações de bens, de 5,2% nas importações de serviços e de 34,3% nas exportações de serviços, destacando-se o decréscimo de 54,5% nas exportações de serviços do jogo.