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      Metade dos residentes quer apoio pecuniário em dinheiro mais cartão de consumo  

      De acordo com os resultados de um inquérito conduzido por uma associação afiliada da União Geral das Associações dos Moradores, mais de 80% dos residentes entrevistados indicam ter sentido que a sua situação financeira se deteriorou no último ano, sendo a maior pressão é sentida no sustento de vida de pais e filhos. Nesse sentido, muitos estão à espera de mais apoio pecuniário e quase metade prefere que o Governo conceda os apoios em uma combinação de dinheiro e cartão de consumo.

       

      Num inquérito sobre a próxima ronda apoios económicos que o Governo está a preparar para fazer face ao impacto do último surto epidémico na vida da população, cerca de 82% dos inquiridos afirmaram que a sua situação financeira se deteriorou no último ano, e quase metade dos entrevistados espera que o apoio seja uma combinação de dinheiro e cartão de consumo, enquanto apenas 9% preferem só um plano de consumo por meio electrónico.

      O inquérito foi realizado no mês passado pelo Centro da Política da Sabedoria Colectiva, associação afiliada da União Geral das Associações dos Moradores de Macau, tendo recolhido 1.331 questionários válidos.

      De acordo com a análise, que foi divulgada no domingo, os trabalhadores da indústria de jogo, hotelaria e restauração, e empregados de escritórios têm sido os mais afectados, sendo a maioria deles do grupo etário dos 30 aos 40 anos de idade.

      O mesmo inquérito revelou ainda que a principal fonte de pressão financeira dos residentes é no sustento da vida, nomeadamente no apoio aos pais e filhos, bem como a devolução dos empréstimos da compra do carro e hipoteca de casas. As conclusões do inquérito dizem que “o rendimento da população registou uma diminuição geral, mas as despesas constantes não reduzem, pelo que a pressão económica subiu da forma acentuada”.

      Neste caso, um quarto dos inquiridos mostrou-se “muito preocupado” com a garantia do emprego, incluindo o despedimento e o subemprego. Além disso, 41% dos entrevistados observam que os preços no mercado de retalho subiram desde o lançamento da terceira ronda do plano de benefícios de consumo por meio electrónico contra a epidemia.

      No que toca à segunda ronda de apoios à população no valor global de 10 mil milhões de patacas, cujo orçamento já foi aprovado pela Assembleia Legislativa, 76% das pessoas inquiridas consideram que o Governo deve conceder um apoio pecuniário aos residentes de Macau, e 41% sugeriram a atribuição de subsídios dedicados a famílias com filhos menores.

      Além disso, 40% dos entrevistados pedem mais descontos para as despesas domésticas, tais como água, electricidade, gás e internet; cerca de 20% querem uma pensão adicional para os idosos, portadores de deficiência e outras pessoas vulneráveis; mais de 11% dos inquiridos esperam pelo aumento do limite de isenção de impostos profissionais, enquanto a opção de “subsídio de alimentos de curto prazo para residentes desempregados involuntários” representa 8% das opiniões recolhidas.

      “A situação epidémica já dura há três anos e a situação da economia de Macau já não está tão satisfatória como no passado, muitos residentes têm uma atitude conservadora e até pessimista sobre a economia local para o próximo ano”, pode ler-se nos resultados do inquérito.

      Para o futuro desenvolvimento do território, o Governo tem-se esforçado na promoção da diversificação económica, focando-se nas quatro indústrias-chave, incluindo a investigação científica e tecnológica e a manufactura topo de gama, a medicina tradicional chinesa, as indústrias cultural e turística, de convenções e exposições e do comércio, bem como as finanças modernas. No entanto, o inquérito aponta que apenas 12% das pessoas inquiridas conhecem as políticas e, da uma pontuação até 10 pontos, 74% avaliaram o desenvolvimento futuro das quatro indústrias em cinco pontos ou inferior.

       

      PONTO FINAL