A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) divulgou ontem os resultados do Inquérito de Conjuntura ao Sector Industrial Exportador referente ao segundo trimestre deste ano, referindo que a atitude dos empresários industriais inquiridos relativamente às exportações para os próximos seis meses se tornou “um pouco mais optimista”.
Segundo os resultados do inquérito, 53,1% dos empresários previam uma estagnação no trimestre em análise, mais 32,3% em relação ao trimestre anterior. Por sua vez, 27,3% dos inquiridos disseram ter uma “perspectiva optimista”, o que representa um crescimento de 0,4 pontos percentuais face ao primeiro trimestre de 2025. Os empresários que disseram esperar “uma evolução menos favorável” representam 19,6% do total de inquiridos – uma descida de 32,7% em termos trimestrais.
A duração média da carteira de encomendas detida pelos empresários industriais inquiridos foi de 2,7 meses no trimestre em análise. A carteira de encomendas detida pelo sector dos produtos farmacêuticos, que ocupou o primeiro lugar, foi de 4,4 meses, enquanto as carteiras de encomendas detidas pelos sectores de vestuário e confecções, equipamentos electrónicos/eléctricos e outros produtos não têxteis foram de 3,2 meses, 2,5 meses e 1,2 meses, respectivamente.
No tocante aos mercados de destino das exportações, a União Europeia destacou-se como o mercado “que teve um comportamento relativamente melhor”, apresentando índices de 25,1%. As principais mercadorias exportadas de Macau durante o trimestre em análise foram vestuário e confecções, produtos farmacêuticos, equipamentos electrónicos/eléctricos, bebidas alcoólicas e tabaco e produtos metálicos. No primeiro trimestre deste ano, recorde-se, a região que revelou melhor desempenho foi a da Ásia-Pacífico (excluindo os dados do interior da China, de Hong Kong e do Japão).











