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      Detectados casos positivos, mas autoridades não fazem soar o alarme

      Ontem foram anunciados dois casos positivos de Covid-19 em Macau, um ligado a Zhuhai e outro a Portugal. No entanto, as autoridades sanitárias não se mostraram preocupadas, garantindo que o risco de transmissão na comunidade é baixo. A situação não vai beliscar a realização do Grande Prémio de Macau nem alterar o período de observação médica à chegada.

       

      Foram ontem detectados dois casos positivos de Covid-19 no território. Contudo, as autoridades não fizeram soar os alarmes e garantiram que o risco de transmissão na comunidade é baixo, por isso, não está em causa a realização do Grande Prémio. Na conferência de imprensa de ontem, as autoridades também asseguraram que não serão implementadas medidas adicionais.

      O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus informou na manhã de ontem que se registou um novo caso importado de Covid-19. O caso foi detectado num homem de 34 anos de idade do interior da China e que reside em Macau, na Rua de São Lourenço. O homem trabalha na zona de correio expresso do Centro Comercial Subterrâneo do Posto Fronteiriço de Gongbei da Cidade de Zhuhai. Depois de as autoridades de Zhuhai terem dado o alerta, o homem foi submetido a observação médica, tendo realizado o teste de ácido nucleico. O resultado desse teste foi fraco positivo.

      O mesmo indivíduo, a sua mulher e filho com quem reside, foram de imediato levados para o Centro Clínico de Saúde Pública do Alto de Coloane, para tratamento em isolamento e observação médica, sendo que os testes de ácido nucleico destas duas pessoas coabitantes, deram resultado negativo. A casa onde habitam foi isolada pelas autoridades sanitárias.

      Na conferência de imprensa, Leong Iek Hou, chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis, salvaguardou que, dado que o itinerário do homem foi simples, “não há risco elevado”.

      O outro caso tem ligação a Portugal. As autoridades deram conta deste caso relacionado com um caso importado na tarde de ontem, explicando que está em causa uma jovem de 21 anos, residente de Macau, cujos pais tinham voltado recentemente de Portugal. Depois de chegarem, os testes de ácido nucleico deram positivo e foram levados para tratamento. No dia 10 de Novembro, deixaram o isolamento e, no dia 13, voltaram a testar positivo. A filha do casal também testou positivo. O edifício onde a família mora, na Avenida do Ouvidor Arriaga, também foi isolado. A jovem trabalha no restaurante Vista 38, no hotel Four Seasons, e todos os trabalhadores do espaço tiveram de realizar teste.

      As autoridades de saúde consideram este como um caso de “recaída”, algo que “é vulgar” e acontece a entre 5 a 10%. Como o valor CT deste caso é baixo, “verificamos que há um baixo risco”, disse Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde na conferência de imprensa de ontem, assinalando que esta família “cumpriu rigorosamente” as instruções das autoridades.

       

      BAIXO RISCO DE TRANSMISSÃO

       

      Na conferência de imprensa de ontem, as autoridades de saúde asseguraram que o risco de transmissão é baixo. “A situação continua grave no mundo. No interior da China temos surtos em diferentes províncias e cidades e, para nós, há alguma pressão. O importante é mantermo-nos sempre alerta e com as nossas medidas de prevenção”, afirmou Alvis Lo na conferência, acrescentando que, “se as pessoas cumprirem as medidas, pode diminuir-se o risco na comunidade”. “Estamos a acompanhar os casos conforme instruções de Macau e da Comissão Nacional de Saúde”, lembrou, reiterando: “Há um risco baixo de transmissão de comunidade”.

      O director dos Serviços de Saúde disse que as autoridades querem ter “uma intervenção quanto menor possível na vida da população” e, ao mesmo tempo” ter um bom resultado na prevenção da epidemia”. Por isso, Alvis Lo garantiu que, por causa deste caso ligado a Portugal, “não será aumentado o período de observação médica”. O governante sublinhou também que o Executivo vai “continuar a seguir as instruções nacionais e a seguir a política de zero casos”. O responsável reiterou ainda o pedido para que os cidadãos reforcem os cuidados de higiene, mantenham o distanciamento social e digitalizem o código de local.

      Questionado sobre se haveria necessidade de a população realizar mais um teste de ácido nucleico em massa, Alvis Lo rejeitou a hipótese e explicou que essa medida só se aplica se a fonte dos casos for desconhecida, o que não acontece desta vez.

       

      EVENTOS DE GRANDE ENVERGADURA MANTÊM-SE

       

      Estes casos não vão beliscar a realização dos eventos de grande envergadura, como o 69.º Grande Prémio de Macau, que se realiza entre 17 e 20 de Novembro, e o Festival da Gastronomia, que acontece de 18 de Novembro a 4 de Dezembro. “Não vamos aplicar qualquer restrição a essas actividades”, afirmou Alvis Lo, assegurando que as autoridades têm mantido contacto com as organizações dos eventos de forma a que o risco seja baixo. “Não precisam de ficar preocupados”, sublinhou.

      Questionado sobre os critérios para o cancelamento de eventos, o director dos Serviços de Saúde não se comprometeu e disse apenas que não existe um padrão: “Devido à diferente natureza das actividades e da sua preparação, não podemos ter um padrão uniformizado para todos os eventos. Antes da realização desses eventos damos o nosso parecer. Não podemos aplicar uma regra para tantas actividades”.

      Além disso, na conferência de imprensa de ontem, Leong Iek Hou adiantou também que, à semelhança da medida implementada recentemente no interior da China, as autoridades de Macau vão deixar de acompanhar os contactos próximos por via secundária.

       

      Diagnosticados quatro casos importados assintomáticos à chegada a Macau

       

      No domingo foram registados quatro casos importados assintomáticos de Covid-19 à chegada ao território. Segundo o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, as pessoas em causa são três mulheres e um homem, com idades entre os 5 e os 57 anos, e negaram histórico de infecção anterior e foram considerados como casos importados de infecções assintomáticas. Os cidadãos são provenientes da Alemanha, Coreia do Sul, Taiwan e de Hong Kong. Estes quatro casos foram encaminhados para isolamento médico.

       

      Dois edifícios isolados

       

      Depois de detectados os dois casos positivos, os respectivos edifícios foram isolados pelas autoridades. São eles: Edifício Seng Hei Court (Bloco II), Rua de São Lourenço 18C-18D; e o Edifício Tranquility, Avenida do Ouvidor Arriaga, 28-28B. A data prevista para o levantamento da medida de isolamento em ambos os edifícios é 20 de Novembro. Já a data de levantamento do código amarelo dos moradores é dia 22 de Novembro.

       

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