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      Testemunhas dizem que existiam ligações entre as empresas de jogo paralelo e a Suncity

      O processo penal relativo ao antigo operador de junkets, Alvin Chau, continuou ontem a ser julgado emtribunal, onde foram inquiridos quatro ex-trabalhadores das empresas que alegadamente realizavam as actividades de jogo paralelo. As testemunhas disseram haver algumas ligações entre as empresas de apostas paralelas e a Suncity, dado que recebiam parte do salário na sede do grupo. No entanto, referiram também que não receberam ordens de trabalho por parte de Alvin Chau.

      A relação entre a Suncity e as empresas operadoras dejogo paralelo, detidas pelo 5.º arguido do caso referente aAlvin Chau, Cheong Chi Kin, dominaram novamente a audiência do julgamento em tribunal. As testemunhas ouvidas ontem no Tribunal Judicial de Base, que eram funcionários das empresas de apostas paralelas, admitiram existir uma ligação entre as partes, mas não conseguiram confirmar que o patrão era Alvin Chau.

      Foram inquiridas na sessão de ontem um total de quatro testemunhas, ex-trabalhadores da Agência Comercial Tin e da Gestão e consultoria Fenómenos Astronáuticos, empresas que o 5.º arguido, Cheong Chi Kin, confessou anteriormente ao tribunal que eram usadas para promover o jogo paralelo, mas que “não têm nada a ver com o grupo Suncity”. Ao longo do processo de julgamento, o Ministério Público (MP) tem procurado provar a ligação directa, ou seja, de subsidiária, entre o grupo Suncity e essas empresas denominadas como “o departamento de operações”.

      Neste caso, as quatro testemunhas indicaram, de forma idêntica, que tinham recebido os seus salários em duas partes, tendo uma parte sido paga por transferência bancária e a outra em numerário, entregue no departamento de contabilidade da Suncity, com sede no Edifício China Civil Plaza, no NAPE. Os ex-funcionários, entretanto, não questionaram as empresas sobre as razões dessas operações.

      Uma das testemunhas revelou que foi contactada por um responsável do departamento de recursos humanos da Suncity durante a procura de emprego e foi informada que foi contratada pela Agência Comercial Tin, e que “a agência é da Suncity”. No entanto, a testemunha referiu que nunca recebeu,durante quatro anos de trabalho, qualquer ordem doprotagonista do caso, Alvin Chau, nem assistiu às reuniões de funcionários da Suncity.

      Uma outra testemunha, ex-contabilista da Agência Comercial Tin e também da Suncity, salientou no seu depoimento que inicialmente se tinha candidatado a uma vagana Suncity, mas acabou por entrar na outra empresa. “Depois de sair da Agência Comercial Tin, passou meio ano ecandidatei-me novamente à Suncity, e entrei como secretária do departamento de desenvolvimento de mercado. O número de trabalhador era o mesmo nos dois locais, mas não fuiconfirmar porque era igual”, referiu.

      Ao ser questionada pelos advogados de defesa durante a sessão, a contabilista assumiu que só sabia que o director da Agência Comercial Tin era Cheong Chi Kin e não tinha visto Alvin Chau durante a execução da sua função. Apesar de ter declarado anteriormente no depoimento no MP que “a Agência Comercial Tin é a empresa subsidiária da Suncity”, a testemunha recuou e disse que não tinha provas que existiauma ligação jurídica e substancial entre as partes, tendo afirmado ainda que “não foi uma transferência de emprego entre a Suncity e a agência, nem exercia a mesma função”.

      Recorde-se que, no início do arranque das audiências, o magnata de junkets Alvin Chau rejeitou ter operado as actividades de jogos ilegais, mas apontou o dedo a Cheong Chi Kin, que confessou mais tarde no seu depoimento que era responsável pela acusação do jogo paralelo. Cheong Chi Kin dedicava-se ao sector de jogo como colaborador de promotor de jogo, e detinha também acções da Suncity.

      Por outro lado, um outro funcionário da mesma agência,cuja função era acompanhar o jogo paralelo dos clientes, indicou que a ligação entre as empresas de Cheong Chi Kin e a Suncity era uma “relação de assistência mutua”, que “é mais ou menos assistirmos a Suncity a fazer coisas”.

      A testemunha disse que ajudava no processo de abertura de contas dos jogadores de apostas paralelas e trazia clientes para levantar fichas de jogo na tesouraria, revelando que o jogo paralelo da empresa tinha sido explorado, para além das salas VIP da Suncity, mas também nas salas de jogo de outras operadoras de junkets e nos casinos das seis concessionárias de licença de jogo.