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      InícioCulturaDepois de Paris, Eric Fok volta a Macau para exposição individual

      Depois de Paris, Eric Fok volta a Macau para exposição individual

      O artista teve trabalho seu exposto no Asia Now, durante este fim-de-semana, em Paris. Ao PONTO FINAL, Eric Fok revelou que foi a primeira vez que se mostrouna capital francesa e revelou que, em Dezembro, estará em Macau para inaugurar uma exposição a solo de trabalho inédito – e não só – na Casa Garden da Fundação Oriente.

      O artista local Eric Fok expos, este fim-de-semana, em Paris no âmbito da Asia Now – Paris Asian Art Fair, onde se fez representar pela sua galeria em Hong Kong, a Karin Weber Gallery. Infelizmente, por se encontrar a viver em Taiwanonde se encontra a fazer um doutoramento em Arte, o artista não pode visitar a capital francesa, onde se mostra pela primeira vez. “Apesar de não ter podido estar presente, por me encontrar em Taiwan, estou tão feliz e surpreso, porque eu não sabia que isto iria acontecer. Paris é uma importante cidade de arte, com excelentes locais para exposições. É uma grande montra e esta é a minha primeira vez em Paris”, admitiu ao PONTO FINAL.

      Eric Fok deseja que o seu trabalho chegue o mais longe possível, para que as pessoas “o possam apreciar”. “Que as obras possam chegar a lugares distantes, esse é o meu desejo. Além do possível sucesso no mercado comercial, espero que seja uma boa oportunidade de exposição, para que mais pessoas possam entender o significado do meu trabalho”, afirmou.

      E planos para o futuro próximo? Durante a conversa que manteve com o nosso jornal, via redes sociais, o artista confidenciou que irá regressar a Macau para a inauguração de uma exposição individual na Casa Garden da Fundação Oriente, a ter lugar em meados de Dezembro, sem data final ainda escolhida.Voltarei em Dezembro para uma exposição individual. São mais de 20 obras, principalmente inéditos. Ainda não consigo confirmar o dia da inauguração, mas anda à volta de 16, 19 ou 21 de Dezembro.”, começou por dizer o artista.

      A mostra procurará ser uma reflexão e resposta ao mundo, especialmente a incidir no cuidado com os mais fracos e carenciados. Esse é um tema que me tocou este ano, assim como os meus sentimentos por lugares, entre outras coisas. Tentei pintar obras de maior escala e, além disso, as obras antigas que estarão nas paredes da Casa Garden são obras que já foram exibidas em Hong Kong, mas nunca foram expostasem Macau”.

      Aos 32 anos, Eric Fok é um artista com currículo reconhecido. Depois de se ter licenciado em Artes Visuais no Instituto Politécnico de Macau, o autor tem vindo a destacar-se com os seus trabalhos, distinguidos localmente e, também, internacionalmente. Fok considera Wong Ka Long, Luís de Camões, Jao Tsung-I e Matteo Ricci as suas maiores fontes de inspiração, conforme referiu em entrevista ao nosso jornal no final do ano passado.

      Para o Asia Now – que durou de 20 a 23 de Outubro –, a Karin Weber Gallery, que representa o artista, propôs uma mistura de artistas, de origens e culturas muito diferentes, baseados tanto na Ásia (Hong Kong, Macau, Coreia e Japão), quanto na Europa (Reino Unido). Todos estão fortemente engajados com a cultura visual asiática e trabalham numa ampla variedade de médias, desde a fotografia à cerâmica, passando pela pintura e pela escultura”, pode ler-se no manifesto da galeria no site da Asia Now.

      Kim Yunjae, Rosanna Li, Emily Allchurch, Daisuke Teshima, Timothy Hon e Joey Leung foram os nomes que acompanharam Eric Fok. “Todos cruzam fronteiras na sua prática artística, alguns fisicamente, através do seu local de residência ou viagens, alguns historicamente, através do envolvimento com estilos e movimentos artísticos que precedem o seu trabalho em vários séculos, e alguns, ainda, de forma espiritual, explorando diferentes religiões e crenças. O que une todos estes artistas é a sua busca incansável por pontos de conexão e comunidade, não as diferenças e divisões que são tão prevalentes no nosso mundo de hoje”, escreveu ainda a Karin Weber Gallery.

      O Asia Now, criado em 2015, é a primeira feira de arte parisiense que mostra a diversidade da cena de arte contemporânea da Ásia. Como plataforma de diálogo e interacção dedicada à criação artística contemporânea, o festival aborda com maior profundidade a cena artística seleccionada através de uma plataforma curatorial e deprojectos especiais.