SSM alertam para escassez de órgãos para operações de transplante

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FOTOGRAFIA EDUARDO MARTINS ARQUIVO

Embora tenham sido elaboradas já em 1996 as leis completares que prevêem regras para a doação, colheita e transplante de órgãos e tecidos de origem humana, as operações de transplante são raramente realizadas em Macau. Os Serviços de Saúde (SSM) apontam que a escassez de órgãos é um problema actual para o desenvolvimento da doação e transplantação orgânica.

Dados estatísticos do organismo mostram que, até 20 de Setembro deste ano, o número total de registos de doação de órgãos em Macau é de 5.636 pessoas, 4.013 das quais já efectuaram as formalidades pessoalmente.

Em resposta a uma interpelação escrita apresentada pela deputada Wong Kit Cheng, Alvis Lo assegurou que os SSM têm vindo a desenvolver uma série de trabalhos de divulgação de doação de órgãos, tendo criado um grupo de promoção e uma página electrónica específica, bem como a distribuição de informações promocionais de forma a incentivar a participação do maior número de cidadãos interessados em se tornarem dadores.

“Com a atenuação da epidemia, os SSM planeiam reiniciar os trabalhos de divulgação e promoção de doação de órgãos, reforçar a divulgação junto de mais serviços públicos, instituições sociais, instituições de ensino superior e organizações não-governamentais, no sentido de chamar a atenção e o apoio da sociedade em relação à dádiva de órgãos”, salientou o director dos SSM.

Recorde-se que a doação de órgãos tem registo disponível para inscrição online desde Setembro de 2018, cujo número de inscritos está a subir lentamente. Segundo o organismo, os órgãos e tecidos aceites incluem rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, córnea, ossos, pele, válvula cardíaca, vasos sanguíneos e intestino delgado.

Os Serviços de Saúde realizaram pela primeira vez a operação de transplante renal vivo em Macau em 2016, e empenharam-se ao longo do tempo na procura de fornecedores e receptores compatíveis para o desenvolvimento contínuo da respectiva operação. “No entanto, até ao momento, não houve nenhum caso de compatibilidade”, frisou Alvis Lo, reiterando que “possuem experiência e capacidade de transplante de rins e irão continuar a organizar uma equipa médica de transplante de órgãos para receber formação profissional”.