Inserido no Festival Internacional de Documentários de Macau, que começou este mês, a animação criada por John Wong arrecadou o prémio de Melhor Filme. “Mui” já havia sido seleccionado para diversos festivais internacionais de cinema este ano, incluindo o Kaohsiung Film Festival, que é um dos melhores festivais da Ásia para curtas-metragens de animação. Arrecadou ainda o prémio de Originalidade da categoria Horizontes no Paris International Animation Film Festival.
O filme de animação “Mui”, da autoria de John Wong, é o grande vencedor do 1.º Concurso de Documentários de Macau, inserido na sexta edição do Festival Internacional de Documentários de Macau (MOIDF, na sigla inglesa) que começou no passado dia 16 de Setembro e é organizado pela Associação de Arte e Cultura – ‘Comuna de Han-Ian’ e patrocinado pelo Fundo de Desenvolvimento Cultural.
“Mui” derrotou outras quatro obras que haviam sido pré-seleccionadas – entre 20 filmes – para a final. Filmes que cobriam uma vasta gama de temas, incluindo lutadores locais de boxe profissionais, estudantes transfronteiriços e relações familiares.
A obra de John Wong, um animador local que regressou a Macau há três anos, foi igualmente seleccionado para festivais internacionais de cinema este ano, incluindo o Kaohsiung Film Festival, que é um dos melhores festivais da Ásia para curtas-metragens de animação. Arrecadou ainda o prémio originalidade da categoria Horizontes no Paris International Animation Film Festival.
A animação mostra as interacções diárias de amor e ódio entre uma avó e o seu neto através de uma série de mensagens de voz peculiares no WeChat, rede social chinesa, que procuram despertar o sorriso no público. “O filme recebeu aclamação unânime dos júris da competição, que acharam que o trabalho vai além do quadro convencional dos documentários e funde o documentário com a animação. ‘Mui’ captura as emoções do artista profundamente com um alto nível de criatividade e autenticidade. Para além do seu formato pioneiro, o filme também cria novas possibilidades para os documentários de Macau com o seu horizonte alargado, ostentando tanto a profundidade como o calor”, pode ler-se num comunicado enviado ontem às redacções.
Agora, John Wong espera que o público possa “pensar nas suas relações íntimas com os familiares” depois de ver “Mui” e “aprender a conviver com os seus entes queridos para tornar a vida menos miserável”.
DOCUMENTÁRIOS ATÉ 10 DE OUTUBRO
O MOIDF arrancou no passado dia 16 de Setembro e, para além da primeira edição do Concurso de Documentários de Macau, traz 30 obras “revigorantes e marcantes”, conforme tem vindo a anunciar a organização.
Até 10 de Outubro, dos documentários que a população de Macau poderá visualizar nos cinemas CVG do NOVA Mall estão: “Fogo de Amor”, um dos filmes mais comentados, tendo recebido diversos elogios internacionais; “Flee”, que recebeu três indicações ao Oscar; e as obras-primas de Zhou Hao, um icónico documentarista chinês contemporâneo, em diferentes fases de sua carreira.
Subordinado ao tema “Outsider”, a MOIDF deste ano, com a duração de duas semanas, refere-se às pessoas que vivem à margem da sociedade com pouca esperança de obter vitórias, mas todas têm um poder comum, pequeno, mas genuíno. O filme de abertura é sobre o sentido do paladar com “Roadrunner: A Film” About Anthony Bourdain, que fala sobre os segredos dos restaurantes com estrelas Michelin e do chef e autor Anthony Bourdain.
O “Doc Clássico” deste ano é o Seoul Independent Film Showcase, que explora a Coreia do Sul em profundidade além da onda coreana para que o público experimente o contentamento e a frustração da sociedade contemporânea; as obras deste programa também abordam questões históricas e ilustram como as pessoas embarcam em uma jornada transformadora em busca da verdade e da justiça.
No programa “Realizador em Foco”, Zhou Hao, que se destaca em capturar diferentes aspectos sociais da China e foi coroado no Golden Horse Awards durante dois anos consecutivos, é o foco deste ano. Para além da exibição das suas obras clássicas, como “O Presidente da Câmara Chinesa”, “Algodão e Uso”, o programa conta ainda com uma ‘masterclass’ para o realizador interagir com o público de Macau. O programa “Sabor de Português” selecciona “Super Natural”, o impressionante trabalho experimental do director português Jorge Jácome, e “O Território”, que ilustra a luta do grupo indígena do Brasil contra a exploração florestal.
PONTO FINAL












