Macau presta homenagem a Isabel II na capela Morrison  

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FOTOGRAFIA GONÇALO LOBO PINHEIRO

Durante dois dias, quem quiser pode deslocar-se até à capela Morrison, situada no Cemitério Protestante de Macau, para assinar o livro de condolências da rainha do Reino Unido, recentemente falecida após 70 anos de reinado.

 

 

FOTOGRAFIA GONÇALO LOBO PINHEIRO
FOTOGRAFIA GONÇALO LOBO PINHEIRO
FOTOGRAFIA GONÇALO LOBO PINHEIRO
FOTOGRAFIA GONÇALO LOBO PINHEIRO

Mais de uma centena de pessoas deslocou-se, ontem, à capela Morrison, situada no Cemitério Protestante de Macau, junto à Casa Garden, na Praça Luís de Camões, para prestar homenagem à Rainha Isabel II, recentemente falecida aos 96 anos, assinando o livro de condolências que o Consulado Geral do Reino Unido em Hong Kong disponibilizou para o efeito, durante dois dias.

Entre essas pessoas – a grande maioria desconhecidos – esteve o ex-deputado pró-democrata Au Kam San e a mulher, que ao PONTO FINAL admitiram ser fãs da monarca. “Não somente os britânicos admiravam Isabel II, também outras pessoas de outras nacionalidades a admiravam muito, como é o nosso caso”, afirmou Virgínia Cheang Mio San, comovida, suportada pelo marido, que mais não disse.

Um pouco antes das 17h, o cônsul-geral honorário do Reino Unido em Macau, o professor Glenn McCartney, seria o primeiro a escrever no livro de condolências de Isabel II, seguindo-lhe a empresária e dona da pastelaria Lord Stow, Eileen Stow, ambos agraciados com a Ordem do Império Britânico por contribuições para as artes e ciências, trabalho com organizações de caridade e de assistência social e serviço público fora do Serviço Civil.

Aos jornalistas, McCartney mostrou-se parco em palavras devido à comoção sentida. “Foi a única rainha que conheci ao longo de toda a minha vida. Não consigo vislumbrar a monarquia britânica sem Isabel II”, admitiu o professor da Universidade de Macau, lembrando pequenos episódios da sua adolescência no Reino Unido, altura em que Isabel II o marcou “profundamente”.

O académico referiu ainda que “não só britânicos são esperados para a homenagem”. “Isabel II era uma figura ímpar. Amigos portugueses, chineses e de outras nacionalidades deverão vir prestar os seus pêsames, com toda a certeza, se não hoje, amanhã”, vaticinou.

Ontem, durante pouco mais de três horas, ordenadamente, uma após uma, cada pessoa que se dirigiu à capela Morrison deixou o seu cunho no livro dedicado à memória da monarca do Reino Unido, figura de relevo da História Mundial contemporânea. O protocolo é simples, mas sem grandes margens para invenções. Junto ao altar da capela, estão dois retratos de Isabel II a cores. Um adorna a mesa – tapada com um manto roxo – onde se encontra o pesado livro de condolências de capa rígida em pele que é assinado com duas canetas sóbrias da conhecida marca britânica Parker. A outra imagem da monarca está mais ao fundo, do lado direito de quem entra no templo protestante. Quem quiser, é livre de trazer flores ou um outro qualquer item que, ontem, foram colocados em frente ao altar, ladeando a mesa reservada à última dedicatória para Isabel II.

O Governo de Macau foi convidado pela diplomacia britânica para marcar presença na homenagem à monarca inglesa, mas até ao fecho desta edição, nenhum nome de relevo da Administração compareceu à chamada.

Hoje, das 17h às 20h, a capela volta a abrir portas à população. Todos os que quiserem comparecer para assinar o livro de condolências de Isabel II, “são bem-vindos”, disse ainda Glenn McCartney.

 

PONTO FINAL