Quase dez mil TNR deixaram de trabalhar em Macau desde Junho do ano passado

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FOTOGRAFIA EDUARDO MARTINS ARQUIVO

O número de trabalhadores não-residentes (TNR) em Macau registou uma diminuição contínua nos últimos três anos, tendo totalizado em Junho deste ano 162.391 funcionários titulares de ‘bluecard’, o que corresponde a uma redução em termos anuais de 9.870 pessoas.

De acordo com os dados estatísticos mais actualizados divulgados pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), em comparação com o número registado no final do ano passado de 171.098 pessoas, 8.707 trabalhadores não-residentes deixaram de trabalhar na RAEM nos últimos seis meses. Relativamente ao recorde do número de TNR marcado em 2019, de 196,538 funcionários, antes do surgimento da pandemia, o número actual representa um decréscimo de mais de 34 mil empregados não-residentes.

O balanço da DSAL mostrou ainda que, entre os 162.391 TNR, mais de 111 mil são residentes do interior da China, 26 mil são provenientes das Filipinas, enquanto oito mil vieram do Vietname. Além disso, 81% do total são TNR não especializados e existem actualmente mais de 14 mil empresas e entidades locais que contactaram TNR.

Os ramos de actividade económica que contam com uma maior participação de TNR foram o sector de hotéis e restaurantes, com mais de 39 mil funcionários, seguido pela indústria de construção, com 29 mil operários, e prestação de serviços familiares, com 24 mil empregados domésticos.

Além de ser a indústria que disponibiliza mais postos de emprego aos TNR, o sector hoteleiro e da restauração registou a maior perda de recursos humanos não residentes, dado que houve quase 2.500 funcionários que saíram do seu posto de trabalho nos últimos seis meses, face aos 42 mil TNR do final do ano passado. Nas actividades culturais e recreativas, lotarias e outros serviços reduziram-se cerca de dois mil trabalhadores, para nove mil TNR em Junho, verificando-se um corte de 1.661 empregados domésticos no primeiro semestre.

A DSAL tem vindo a afirmar que a política de introdução de TNR é “apenas para suprir temporariamente a falta de recursos humanos locais” e dá sempre prioridade ao emprego dos residentes. Recorde-se que, apesar de o número de TNR ter reduzido, a taxa de desemprego dos residentes, bem como a taxa de subemprego, continuam a ser elevadas, atingindo, respectivamente, 4,8% e 5,1% em Junho deste ano.