Durante os 44 dias do último surto de Covid-19, além dos elementos do Grupo de Apoio à Subsistência, cerca de mil funcionários públicos provenientes de diversos departamentos juntaram-se aos trabalhos de prestação de apoio aos 24 mil residentes que estiveram em zonas com código vermelho. Em resposta a uma interpelação do deputado Nick Lei, os Serviços de Saúde destacaram que a equipa ajudou na distribuição de cerca de 90 mil pacotes de alimentos e refeições quentes a moradores afectados, tendo auxiliado na entrega de mais de cinco mil produtos e bens essenciais.
Apesar das críticas, os Serviços de Saúde garantem que os trabalhos de apoio aos edifícios e zonas com código vermelho de saúde foram ajustados e melhorados. De acordo com Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, durante o surto, além dos membros originais do Grupo de Apoio à Subsistência – constituído pelo Instituto para os Assuntos Municipais, Instituto de Acção Social, Serviços de Saúde e Corpo de Polícia de Segurança Pública – cerca de mil funcionários da Administração Pública de outros departamentos juntaram-se aos trabalhos de prestação de apoio de subsistência a estas zonas seladas.
Esses mil funcionários públicos são provenientes do sistema judicial, Ministério Público, Comissariado contra a Corrupção, Comissariado da Auditoria, serviços dependentes do Chefe do Executivo e serviços dependentes da Administração e Justiça. No total, foram auxiliados 24 mil residentes nos 92 edifícios que estiveram com código vermelho e nas outras zonas bloqueadas.
Em resposta a uma interpelação escrita do deputado Nick Lei, os Serviços de Saúde explicaram que, quando um edifício está bloqueado, a primeira tarefa do Grupo de Apoio à Subsistência é proceder à recolha de amostras ambientais e à limpeza e desinfecção. Aliás, o Grupo tem auxiliado na distribuição imediata de pacotes de alimentos de emergência, de pacotes de alimentos com legumes e carnes congeladas a cada dois dias, fornecendo refeições quentes e refeições especiais aos moradores e idosos com necessidade de cuidados especiais, do meio-dia ao anoitecer.
Nesta ocasião, o Governo distribuiu cerca de 12 mil pacotes de alimentos de emergência, 40 mil pacotes de alimentos com legumes e carnes congeladas e 38 mil refeições quentes. No entanto, as autoridades não revelaram o custo total dos produtos distribuídos aos moradores das zonas vermelhas durante o surto de Junho e Julho.
Na mesma resposta, Alvis Lo salientou ainda que o Grupo responsável por prestar serviços diários de “reencaminhamento de grandes quantidades de bens essenciais aos moradores, deixados por familiares e amigos” auxiliou em cerca de 5.300 entregas.
Durante o surto, o Governo tinha apelado à sociedade para não entregar artigos não urgentes aos moradores das zonas vermelhas e terem em consideração os encargos do pessoal da linha de frente. Assim, medicamentos, leite em pó, produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza e desinfecção são considerados como materiais necessários e urgentes, não se recomendando a entrega de “bebidas alcoólicas, alimentos perecíveis, garrafões de água, electrodomésticos, flores frescas e bicicletas estáticas”.
Recorde-se que, em meados de Julho, morreu um cão num prédio selado por asfixia e falta de socorro veterinário, e alguns cidadãos desta zona de código vermelho queixaram-se de problemas de coordenação, incluindo o atraso e a carência de divulgação de informação, organização confusa de testes de ácido nucleico, como a aglomeração de pessoas durante a testagem no prédio e demora no tempo de espera para fazer testes nos postos.
Os Serviços de Saúde, por sua vez, garantiram que o Governo elaborou infografias destinadas a toda a população, “o que permitiu aos residentes obter informações claras sobre as datas e frequências de realização de testes”, sendo que o Centro de Tratamento Comunitário realizou “funções de triagem para optimizar o ambiente de inspecção sanitária”.
PONTO FINAL











