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      Quarta Ponte entre Macau e Taipa deverá ser inaugurada no primeiro trimestre de 2024

      Situada no lado leste da Ponte da Amizade, a Quarta Ponte Marítima Macau-Taipa deverá ter a construção concluída no primeiro trimestre de 2024, com data prevista para 31 de Janeiro. Segundo a apresentação dos Serviços de Obras Públicas no decorrer de uma visita realizada ontem para os meios de comunicação social à Zona A dos Novos Aterros, a quarta ponte terá oito faixas de rodagem e barreiras de protecção contra o vento, fomentando a circulação segura de veículos durante tufões. Por outro lado, há actualmente um total de 13 obras em curso nesta zona, incluindo oito obras dehabitação económica. A fábrica de betão da Zona A vai entrar em operação em Setembro, e irá fornecer exclusivamente material para as obras neste novo aterro.

       

      Com um orçamento de 5,2 mil milhões de patacas, a construção da Quarta Ponte Marítima entre Macau e Taipa está prevista a ser concluída no primeiro trimestre de 2024, prevendo-se que a ponte seja aberta ao público nessa altura.

      A construção foi iniciada em Março de 2020 e estima-seque termine no dia 31 de Janeiro de 2024. De acordo com a Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), a empreitada de construção é dividida em sete metas obrigatórias de obra, sendo que seis delas já foram concluídas, estando agora o progresso da obra em 40%.

      Neste caso, os principais projectos em andamento incluem as instalações dos pilares do vão principal da ponte, da ligação da parte sul da ponte e montagem das rampas de acesso. A informação foi adiantada aos jornalistas pelo chefe do Departamento de Infra-estruturas da DSOP, Ng Hong, numa visita aos empreendimentos na Zona A dos Novos AterrosUrbanos, onde há um total de 13 obras em construção.

      Segundo o responsável, a Quarta Ponte Marítima Macau-Taipa parte no lado leste da Zona A, conectando com a ilha artificial da Ponte do Delta, passando sobre os canais marítimos do Porto Exterior e Interior, e termina na Zona E1 dos Novo Aterros, com ligações à Av. Wai Long e à zona do Pac On. Além disso, o organismo revelou ainda que já foi reservadoum espaço para criar mais uma ligação entre a ponte e o Túnel da Colina de Taipa Grande, que está agora na fase de concepção inicial.

      “A linha principal da Ponte tem cerca de 3,085 quilómetros de comprimento total, tendo um troço sobre o mar de cerca de 2,9 quilómetros de comprimento. A estrada da linha principal da Ponte consiste em oito faixas de rodagem nos dois sentidos, com duas faixas de rodagem contrais reservadas como via especial para motociclos”, explicou Ng Hong.

      Na ponte serão ainda instaladas barreiras de protecção contra o vento, para reduzir a velocidade de vento na superfície das vias rodoviárias, de forma a que os veículos possam circular seguramente durante o sinal n.º 8 de tufão, quando as condições de circulação de viaturas poderão ser moderadas para o sinal n.º 3 de tufão. No entanto, relativamente se a ponte será aberta durante as passagens de tufões, a DSOP advertiu que o assunto de trânsito cabe à competência da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT).

      Sendo uma ponte comprida, não terá vias pedonais como as outras pontes em Macau. Ng Hong salientou ainda que a quarta ponte terá uma largura até 61,6 metros, enquanto a Ponte de Amizade tem uma largura de 19 metros e a Ponte de Sai Van tem 28 metros.

      Apesar dos atrasos na obra devido à pandemia e dificuldades na operação de montagem sobre o mar, a DSOP assegurou que o progresso da construção está sob controlo.

      PAREDES EXTERIORES DA HABITAÇÃO PÚBLICA REVESTIDAS COM TINTA

      Durante a visita, a DSOP afirmou que existem de momento em construção oito obras da habitação económica (B4, B9, B10, A1-A4, A12) na Zona A, que vão proporcionar 8.200 fracções de habitação económica. Conforme a calendarização prevista, deverão ser inauguradas entre Abril de 2024 e Junho de 2026.

      As empreitadas em outros quatro terrenos para a habitação social (A5, A6, A10 e A11) estão em concurso público, cujo processo será terminado em Outubro, e as obras de 4.088 casas vão ter início no próximo ano. Os parques de estacionamento anexados poderão fornecer mais de seis mil lugares para carros ligeiros e motociclos. Está simultaneamente a ser construído um edifício de serviço público com nove andares, que é composto por um mercado municipal, um centro de comidas, entre outros.

      Segundo a apresentação de Cheong Ka Lon, chefe da Divisão de Construção de Edifícios da DSOP, as paredes exteriores dos prédios habitacionais da zona A terão revestimento de tinta, em vez de azulejos ou mosaicos. “Com referência à experiência das áreas vizinhas, a tecnologia de pintura com tinta tem sido melhorada nos últimos anos. Naverdade, para quaisquer materiais é preciso uma manutenção regular. A duração estimada para manter a tinta em boas condições é de cinco ou seis anos”, explicou.

      Recorde-se que os problemas de queda de azulejos nas paredes interiores e exteriores na habitação pública em Coloane têm suscitado críticas sobre a qualidade das obras por parte do Governo. Raimundo do Rosário, secretário para os Transportes e Obras Públicas, revelou anteriormente na Assembleia Legislativa que as futuras casas públicas vão usar tintas e mosaicos na cobertura das paredes interiores, de forma a prevenir a queda de azulejos.

      A DSOP realçou ainda que os empreendimentos habitacionais na Zona A estão a adoptar um método de construção mais ecológico, com a utilização de elementos pré-fabricados e cofragens metálicas, evitando o excesso de desperdícios de construção civil.

      Perante várias obras em curso, o Governo colaborou com a Associação dos Comerciantes de Betões Preparados de Macau e criou uma fábrica de betão dedicada particularmente às obras da Zona A, com o objectivo de evitar a pressão rodoviária de transporte das matérias. O representante da fábrica realçou que já tinha submetido o pedido de operação às autoridades e está prevista a entrada em funcionamento no próximo mês.

      “A produção diária de betão pode atingir 2.400 metros cúbicos, a matéria-prima vai ser transportada para a fábrica através da via marítima. O volume é suficiente para satisfazer a necessidade dos estaleiros da zona A”, garantiu.

      GALERIA TÉCNICA PARA REDUZIR ESCAVAÇÕES NA RUA

      Por outro lado, as autoridades estão a trabalhar na construção da galeria técnica na Zona A, onde serão instalados os equipamentos de utilização colectiva dos cabos eléctricos, tubos de abastecimento de água e de água reciclada, e rede de comunicações.

      O engenheiro da DSOP, Ng Hong, asseverou que o conceito de criação da galeria técnica é para centralizar os cabos e tubos numa galeria, de modo a facilitar a preservação dos equipamentos.

      “Diferente à Península de Macau, onde há sempre obras nas vias públicas, na Zona A vamos instalar uma galeriatécnica abaixo das vias principais de rodagem, que se rodeia dessa zona como um círculo. Haverá uma tampa para abrir o acesso à galeria, para que o pessoal dos serviços competentes e das sociedades detentoras de exclusivo possa entrar na galeria para proceder aos trabalhos de manutenção, reparação e ampliação de tubos, reduzindo assim o impacto causado pelas escavações a céu aberto e escavações repetidas ao trânsito”, observou.

      A galeria técnica principal a ser construída na Zona A tem um comprimento de cerca de 6,5 quilómetros, que se divide em galeria única e galeria dupla. A diferença entre as duas é a separação dos cabos eléctricos numa outra tubagem. A galeria técnica será colocada abaixo das vias rodoviárias com 12 metros de profundidade.

      Quanto à galeria técnica secundária, ou seja, a micro-galeria, terá um comprimento de 20 quilómetros, e será construída em passeios, onde os cabos eléctricos e cabos de comunicações da galeria técnica principal serão estendidos e ligados aos lotes da Zona A. Os trabalhos da galeria técnica deverão ser iniciados no próximo ano, estando a sua conclusão prevista para 2026.

      Ng Hong esclareceu ainda que os tubos de gás, de águas pluviais e de esgotos serão instalados de forma separada da galeria técnica para prevenir infiltrações. A CEM será a entidade responsável pela gestão da galeria técnica, e o respectivo custo de gestão será anunciado mais tarde, segundo a DSOP.

      PONTO FINAL