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      Nova direcção da Associação dos Jornalistas preocupada com a revisão da lei de segurança nacional

      A nova direcção da Associação dos Jornalistas de Macau para o biénio 2022-2024 foi eleita no sábado. A nova presidente da direcção, Ian Sio Tou, sublinhou que a revisão da lei relativa à segurança nacional possui grande importância para a comunidade e vida profissional dos jornalistas, pedindo mais solidariedade do sector da comunicação social para salvaguardar conjuntamente a liberdade de imprensa do território.

       

      A Associação dos Jornalistas de Macau reuniu e elegeu a nova direcção para o biénio 2022-2024 no passado sábado. O corpo directivo é presidido por Ian Sio Tou, do All About Macau, e pretende manter-se atento à revisão da legislação referente à defesa de segurança nacional da China no território, cuja consulta pública se iniciou na semana passada.

      A recém-eleita presidente da direcção realçou a relevância deste diploma legal com a sociedade local e a prática do jornalismo, garantindo que o novo mandato irá ficar de olho nesta legislação, apelando a mais trocas de ideias no sector da comunicação social para salvaguardar a liberdade de imprensa no território.

      O resultado da 11.ª eleição para a direcção da Associação dos Jornalistas de Macau foi relevado a 27 de Agosto na sede da organização. A nova direcção será nomeada por um mandato de dois anos, liderada por Ian Sio Tou (All About Macau), na qualidade de presidente da direcção, e Kuong Wai Man (Rádio Macau-TDM) será a vice-presidente da direcção. Contam-se ainda os vogais Pierce Chan (Inside Asian Gaming), Cheng Wai Yee (Macau Today News) e Lam Sai Mui (Macau Click Media). Na Mesa da Assembleia Geral, Maria Cheang (Macau Post Daily) assumirá o cargo na presidência, contando com os vogais Chan Weng Hon (Jornal Seng Pou) e Mak Teng Wai (Today Macao Daily News). No Conselho Fiscal, a posição será dirigida pelo colunista militar Antony Wong, tendo como vogais Leong Kin Wa (Today Macao Daily News) e Choi Un Ieng (Macau Sports Weekly).

      Na ocasião, o presidente da direcção do mandato anterior, John Mak, referiu que, nos últimos dois anos, os jornalistas da linha de frente não só cumpriram as próprias missões, como também foram submetidos a vários riscos. Lamentou ainda que as autoridades e os órgãos legislativos têm vindo a impor cada vez mais medidas extra de combate à Covid-19 para além das orientações dadas pelos Serviços de Saúde, criando barreiras adicionais que causam dificuldades aos jornalistas profissionais no exercício das suas funções nas conferências de imprensa.

      O responsável, que cumpriu o mandato 2020-2022, lembrou que a associação se opôs à tentativa do Governo de cancelar totalmente a cobertura jornalística durante o surto da epidemia e apresentou propostas às autoridades para adoptar medidas alternativas na altura crítica de crise da saúde pública, como a realização de videoconferências de imprensa, no sentido de equilibrar o risco sanitário e acesso à informação de interesse público, assegurando o exercício digno e livre dos profissionais do jornalismo.

      Alertou ainda que, como a pandemia da Covid-19 continua ainda a ser uma ameaça, os jornalistas devem estar atentos às restrições de actividade jornalística impostas pelos órgãos executivos, legislativos e judiciários com o pretexto de combater o coronavírus. A direcção liderada por John Mak argumentou que, mal acabe a crise de saúde pública, as autoridades devem remover todas as restrições impostas aos jornalistas, incluindo a obrigatoriedade de apresentação de código de saúde e a exigência de comprovativo de vacinação e de resultado negativo de teste de ácido nucleico em conferências de imprensa organizadas pelo Governo.

      Segundo a direcção, três declarações foram emitidas em 2021 pela associação com vista a dar voz aos direitos e interesses e à liberdade de expressão dos jornalistas e comunicadores que se encontram no território, sendo que sete seminários e workshops foram organizados para consolidar os conhecimentos profissionais dos jornalistas e reforçar a deontologia do jornalismo e a ética da informação.

      Na reunião, o Conselho Fiscal elogiou a coragem e dedicação dos trabalhadores dos meios de comunicação social no exercício das suas funções profissionais durante a epidemia causada pela Covid-19, e condenou as medidas adoptadas pelas autoridades relativas aos jornalistas.

      Perante a consulta pública sobre a revisão de lei relativa à defesa da segurança nacional da China que está em curso, a nova presidente da associação de jornalistas salientou que esta legislação está muito ligada à vida da população e dos profissionais de jornalismo. A nova líder garantiu que irá manter-se a par do processo legislativo, instando também a uma maior contribuição de opiniões do sector de comunicação social para salvaguardar a liberdade de imprensa consagrada na Lei Básica de Macau.

       

      PONTO FINAL