A promessa foi deixada por Kong Chi Meng, director da entidade pública, depois de uma interpelação escrita do deputado da FAOM Leong Sun Iok que pediu um aperfeiçoamento das medidas de prevenção e tratamento do problema das crianças obesas em Macau. A DSEDJ toma conhecimento da situação actual do desenvolvimento dos jovens através da recolha contínua de dados fornecidos pelos indicadores sobre a juventude em Macau, revela o mesmo responsável.
A promoção da segurança e saúde física e mental dos alunos não é questão de somenos importância para o Governo da RAEM. A garantia foi dada pelo director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) em resposta a uma interpelação do deputado da Assembleia Legislativa (AL) Leong Sun Iok.
Kong Chi Meng referiu que “o Governo da RAEM tem-se empenhado, juntamente com escolas e encarregados de educação, entre outros interessados, na promoção do crescimento físico e mental saudáveis dos alunos” e, por isso, sublinha, a promoção da segurança e saúde física e mental dos alunos “foi incluída como uma das medidas fundamentais para o desenvolvimento da educação no “Planeamento a Médio e Longo Prazo do Ensino Não Superior (2021-2030)”.
Leong Sun Iok referiu o mais recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) para sustentar as suas preocupações sobre o estado da saúde dos mais jovens do território. O deputado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) referiu, citando a OMS, que “é necessário desenvolver e implementar um conjunto abrangente de intervenções para que um país ou território tenha sucesso no combate à obesidade”, que podem passar, por exemplo, por “restringir a venda de alimentos não saudáveis a crianças, tributar as bebidas açucaradas e melhorar a resposta do sistema de saúde à gestão da obesidade”.
O responsável da DSEDJ reiterou que o Executivo liderado por Ho Iat Seng “tem dado atenção à saúde física e mental dos alunos, através de vários meios e assegurado o seu crescimento saudável, possibilitando-lhes uma aprendizagem e criação de hábitos e atitudes de vida saudáveis”.
Da sua tutela, através do “Quadro da organização curricular da educação regular do regime escolar local”, “foi assegurado, aos alunos do ensino primário e secundário um tempo dedicado à prática desportiva, não inferior a 150 minutos por semana, que incluem a duração mínima semanal de 70 minutos na área de aprendizagem obrigatória de Educação Física e Saúde, bem como os planos desportivos regulares organizados pelas escolas”.
De igual modo, sustenta, Kong Chi Meng, “as actividades extracurriculares foram integradas nos currículos do ensino primário e secundário da educação regular, de modo a permitir aos alunos desenvolverem, ainda mais, vários interesses benéficos, incluindo a prática desportiva, fortalecendo a constituição física”.
Em relação à construção da escola saudável, explicou o mesmo governante, a DSEDJ “orienta as escolas na selecção de alimentos para a ementa dos alunos, que deve seguir o princípio da alimentação equilibrada e na elaboração de planos nutricionais, em função da idade e das necessidades de crescimento dos alunos”. Paralelamente, acrescenta o director da entidade, “através de diferentes actividades e planos contínuos, por exemplo, o plano de leite e leite de soja, bem como em cooperação com os Serviços de Saúde, o ‘Programa de Criação do Bar Saudável’ e o ‘Programa de classificação de alimentos em máquinas de venda automática’, entre outros, tem incentivado as escolas a proporcionarem um ambiente e uma cultura alimentar seguros e saudáveis para os alunos, contribuindo para criarem, desde pequenos, hábitos alimentares saudáveis”.
Kong Chi Meng afirmou, ainda, que até ao corrente ano, “mais de 90% das escolas de Macau já possuem pessoal de promoção da saúde, que promove vários trabalhos sanitários e de preservação da saúde na escola”. “A DSEDJ proporciona igualmente acções de formação ao pessoal de promoção da saúde escolar, incentivando-os, em articulação com a situação real da escola, a cooperarem com os encarregados de educação no acompanhamento proactivo dos alunos que dele necessitem”, sublinhou.
A DSEDJ e os Serviços de Saúde, garantiu Kong Chi Meng, “têm atribuído elevada importância a qualidade física dos residentes e com o objectivo de promover conhecimentos sobre redução de açúcar e sal, diminuição de consumo de alimentos processados, para evitar excessos, e disponibilizar informações sobre equilíbrio alimentar têm sido produzidos guias de alimentação saudável, realizadas palestras e workshops, etc., de modo a encorajar o público a praticar hábitos alimentares saudáveis”.
Por fim, e no que diz respeito à elaboração de relatórios referentes a comportamentos de saúde dos estudantes do ensino secundário em Macau, tendo em conta o impacto da COVID-19, os mesmos, assume Kong Chi Meng, “ficaram suspensos e serão retomados em conformidade de avaliação de risco e a situação real” e revelou que a DSEDJ toma conhecimento da situação actual do desenvolvimento dos jovens através da recolha contínua de dados fornecidos pelos indicadores sobre a juventude em Macau, que incluem os indicadores sobre a condição física e publicou, em 2021, o documento relativo à “Investigação social dos Indicadores sobre a juventude em Macau 2020”.
PONTO FINAL











