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      Associação defende que taxa de vacinação em Macau já permite convivência com o vírus

      A Associação Promotora de Saúde de Macau assume que o território deve reabrir as fronteiras ao exterior e promover gradualmente a coexistência com o vírus, devido ao aumento da taxa da vacinação comunitária. Tendo em conta o exemplo de Hong Kong, a associação realçou que Macau precisa de se abrir para concretizar o objectivo de um centro mundial de turismo e lazer, atraindo turistas internacionais.

       

      Macau tem condições para implementar gradualmente a política de coexistência com o vírus devido à crescente taxa de vacinação da população e à administração das vacinas de reforço. A opinião é da Associação Promotora de Saúde de Macau, que considera que a RAEM, conforme o seu posicionamento estratégico, precisa de abrir as suas fronteiras ao exterior para se tornar num centro mundial de turismo e lazer.

      Embora o território se encontre actualmente na chamada “fase da normalização” do combate à epidemia e exija ainda o cumprimento de observação médica para as pessoas que entram em Macau vindas do estrangeiro, a presidente da Associação Promotora de Saúde de Macau assume que as restrições fronteiriças devem ser aliviadas quando a imunização na comunidade atingir um nível abrangente.

      “As regiões vizinhas, incluindo Hong Kong, estão a levantar gradualmente as restrições de entradas e saídas com o exterior, a abertura das fronteiras é favorável para a atracção de turistas do interior da China e internacionais”, destacou U Wai Ang, citada pelo Jornal do Cidadão, à margem de uma conferência de imprensa sobre a divulgação dos resultados de um inquérito acerca da vacinação em Macau.

      Recorde-se que as autoridades anunciaram no sábado o alívio das restrições da entrada na RAEM para os não-residentes, que, desde ontem, já não necessitam de autorização prévia dos Serviços de Saúde para entrar no território através do Continente, caso tenham estado no interior da China nos últimos 10 dias.

      A responsável da associação defendeu que o Governo deve ajustar oportunamente as medidas para facilitar a deslocação internacional e estudar a possibilidade da abertura total em consonância com a situação global das regiões vizinhas e outros países.

      Entretanto, “é também necessário avaliar a capacidade do sistema médico local enquanto Macau se abre ao mundo exterior, tendo em conta os equipamentos médicos e equipa de cuidados de saúde de Macau”, frisou. Nesse sentido, U Wai Ang realçou que a abertura da fronteira e a decisão de conviver com o vírus estão em consonância com a taxa de vacinação, que implica uma garantia de reforço da protecção à saúde na comunidade e reduz o impacto da pandemia à condição física dos cidadãos.

      A Associação Promotora de Saúde de Macau conduziu em Abril, com patrocínio da Melco Resorts & Entertainment Limited, um inquérito sobre conhecimento, atitude e comportamento dos residentes perante a vacinação contra a Covid-19. Entre os 1.158 questionários recolhidos, 76,17% dos entrevistados mostraram uma atitude positiva em relação à vacinação e mais de metade dos inquiridos receberam duas doses de vacina.

      Além disso, a maioria dos vacinados apontou que o apelo e incentivos do Governo e das unidades de trabalho são os principais motivos para a vacinação, e apenas cerca de 40% deles escolheram a vacinação pelo “sentido de responsabilidade de se proteger/proteger as pessoas à sua volta”, o que reflecte que “a consciência dos residentes sobre a auto-protecção ainda precisa de ser reforçada”, segundo o organismo.

      O inquérito revelou ainda que mais de 90% dos entrevistados que não estão vacinados não têm conhecimento completo sobre a eficácia da vacina, e 70% deles estão preocupados com os efeitos adversos, sequelas e morte relacionados com a vacinação.

      A actual percentagem da população vacinada na RAEM fixou-se em 90,99% com mais de 621 mil pessoas inoculadas com pelo menos uma dose da vacina. Existem 293 mil cidadãos que já receberam a 3.ª dose de vacina e mais de seis mil administrados com a 4.ª dose.

      Assim, a associação sugere que as autoridades trabalhem na sensibilização da responsabilidade pela protecção de saúde para a comunidade e reforcem a promoção da vacinação para os grupos-chaves. Recomenda ainda que o Governo fiscalize e mantenha de forma rigorosa a autenticidade das informações divulgadas na sociedade sobre as vacinas contra Covid-19, de modo a evitar o impacto negativo da circulação das informações falsas.

       

      PONTO FINAL