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      Arrancou a primeira competição universitária de empreendedorismo entre a China e os países de língua portuguesa  

      Organização fala em participação que “excedeu as expectativas”. Inscreveram-se 153 equipas e 780 alunos, representando um total de 50 universidades. Todos os países de língua portuguesa estão representados por, pelo menos, uma universidade.

      Agora é a doer. Começou ontem a primeira competição universitária de empreendedorismo entre a China e os países de língua portuguesa (928 Challenge). O registo das esquipas “superou em muito” as expectativas com a inscrição de 153 equipas e 786 alunos, representando um total de 50 universidades, divulgou a organização em nota de imprensa. “Todos os países de língua portuguesa estão representados por, pelo menos, uma universidade. Esta é a maior competição de empreendedorismo jamais organizada em Macau”, revelou Marco Duarte Rizzolio, um dos rostos da organização e fundador da competição 928 Challenge juntamente com José Alves, ao PONTO FINAL.

      Com o início do Bootcamp, que segue até dia 15 de Outubro, está dado o pontapé de partida do evento. Esta semana terá como palestrantes delegados do Fórum Macau, directores de agências de promoção do comércio e investimento e académicos de várias universidades, naquilo que serão conversas sobre o ambiente de negócios em cada um dos países e a criação de novas empresas com foco em mercados internacionais e sustentabilidade. “O Bootcamp terá uma componente prática onde mais de 20 mentores vão apoiar as equipas a desenvolver as ideias geradas na semana anterior usando ferramentas de aceleração de negócios”, refere a organização.

      O prazo de inscrição terminou no passado dia 30 de Setembro. Dos participantes inscritos, incluem-se 48 equipas de instituições de ensino superior de Macau e Hong Kong, 62 equipas da China continental e 43 equipas de países de língua portuguesa. “A adesão impressionante dos estudantes comprova o enorme potencial para cooperação académica internacional na plataforma Macau-China-Lusofonia. Os estudantes mostram muito interesse em saber mais sobre mercados que lhes possam dar acesso a novas oportunidades”, escreveu a organização na mesma nota de imprensa.

      A final da competição – Business Startup Pitching – está agendada para o fim deste mês no resort integrado Venetian durante a 26.ª Feira Internacional de Comércio e Investimento de Macau (MIF, na sigla inglesa). O painel de juízes desta final incluirá António Trindade, director-executivo da CESL Asia, Carlos Alvares, presidente do Banco Nacional Ultramarino (BNU), Kevin Ho, director da KNJ Investments, Arnaldo Ho, vice-presidente da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), Daniel Cheong, vice-presidente da Juventude International Travel, Eileen Stow, proprietária da Lord Stow, Celia Lao, directora da Air Asia em Macau, e Rui Cunha, sócio-fundador da C&C Advogados.

      “Dada a diversidade e número de equipas participantes, estamos com muita expectativa para ver as propostas para negócios que vão aparecer. A nossa missão é não só estabelecer uma comunidade orientada para o empreendedorismo entre todos os participantes, mas também consciencializar o público e agentes económicos do muito que ainda se pode e deve fazer para Macau, países lusófonos e China”, notou ainda a organização.

      Este concurso, cujos primeiro, segundo e terceiro prémios serão de 10 mil, sete mil e cinco mil patacas, respectivamente, está a ser patrocinado pela CESL Asia, BNU, Millenium BCP, CEM, Fidelidade Seguros, MDME Lawyers, ISA TANTEC, Bando Luso Internacional, Banco da China (BOC) e CO-OP TOWN 369.

      O projecto 928 Challenge é uma ideia de duas pessoas: José Alves e Marco Duarte Rizzolio. Ao criarem o concurso, ambos se propuseram a disseminar conhecimento sobre o ambiente de negócios da Grande Baía e dos países de língua portuguesa, bem como aprofundar as colaborações académicas entre as universidades de ambas as realidades. A missão do projecto passa ainda pelo desenvolvimento de ‘networking’ e colaboração entre ecossistemas de empreendedorismo das variadas regiões, nomeadamente incubadoras, aceleradoras, universidades e instituições públicas, identificando sempre projetos de ‘start-up’ com potencial para serem implementados e apoiados por investidores de Macau, da área da Grande Baía ou dos países de língua portuguesa.