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      Doca dos Pescadores começa a cortar pessoal no sector da restauração

      Mais de 10 trabalhadores do serviço de restauração foram despedidos pela Doca dos Pescadores de Macau na sexta-feira passada devido a uma “simplificação estrutural” da empresa. A notícia foi avançada pelo Inside Asian Gaming (IAG) após os empregados afectados terem recebido um comunicado de rescisão dos vínculos laborais. Recorde-se que Melinda Chan, directora executiva da Doca dos Pescadores, afirmou no mês passado que a empresa irá adoptar um “ajustamento adequado”, podendo diminuir 16% dos recursos humanos.

       

      A Doca dos Pescadores de Macau tem o plano de proceder a uma “simplificação estrutural” e começar de despedir trabalhadores, revelou o Inside Asian Gaming (IAG). Numa carta emitida pelo departamento de recursos humanos da Macau Fisherman’s Wharf International Limited na sexta-feira passada é referido que “tendo em conta que a empresa [Doca dos Pescadores] está a proceder a uma simplificação estrutural, resolveu rescindir a relação laboral com o trabalhador, entrada em vigor a 21 de Agosto de 2022”.

      Segundo o funcionário da Doca dos Pescadores que recebeu a comunicação de cessão de contrato de trabalho, todos os trabalhadores sujeitos ao despedimento pertencem ao departamento de restauração, sendo que a maioria dos afectados são residentes portadores de BIR. Na observação do trabalhador, “a empresa pagou aos trabalhadores uma compensação pela resolução de contrato de trabalho, tratando-se da segunda onda de despedimentos colectivos”, acrescentando ainda que “mais de dez empregados pertencentes ao departamento de restauração foram informados da cessão de contrato de trabalho, e os trabalhadores afectados estão a considerar comunicar a situação de despedimento junto à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL)”.

      Conforme noticiou o IAG, a Doca dos Pescadores de Macau pretende fazer uma “simplificação estrutural”, manifestando intenção de despedir mais trabalhadores.     “Muitas empresas de Macau estão a sofrer graves perdas e problemas de endividamento no seguimento do impacto da recessão económica por um período prolongado e das medidas de restrição contínua, mas é difícil para elas optarem por encerrar os seus negócios, uma vez que isso pode levar a dívidas a longo prazo ou mesmo à falência da entidade empregadora”, alertou um comentador que não se quis identificar.

      “À medida que a conjuntura económica se mantém desfavorável, as grandes empresas podem optar por despedir primeiro os trabalhadores menos experientes, já que a compensação não é tão elevada. As empresas tentam reter o maior número possível de trabalhadores mais experientes para ajudar as empresas a voltarem ao bom caminho no futuro, quando a economia melhorar”, prosseguiu.

      Recorde-se que, na sequência do surto epidemiológico que teve o início em 18 de Junho no território, os estabelecimentos de restauração foram submetidos a medidas restritivas decretadas pelo Chefe do Executivo que obrigaram os mesmos a suspender a prestação de serviços de consumo de alimentos e bebidas no interior dos respectivos espaços. Durante o período de confinamento, estabelecimentos comerciais e industriais como salões de beleza, ginásios de musculação e casinos também tiveram de fechar as operações.

      Ao longo de dois anos e meio de crise de saúde pública, as autoridades de Macau têm instado repetidamente as empresas privadas a não despedirem os seus funcionários. No entanto, a insistência do Governo numa política de zero casos como resposta a um cenário de epidemia trouxe uma consequência negativa grave à situação económica das empresas. Recorde-se que as receitas do jogo de Macau caíram para um novo mínimo histórico de 398 milhões de patacas em Julho, e muitas empresas começaram a encarar dificuldades financeiras e até mesmo o encerramento.

      Numa entrevista com o antigo membro da direcção da Associação de Mediadores de Jogos e Entretenimento de Macau, Luiz Lam, o especialista referiu que “muito provavelmente” as operadoras de casinos irão proceder a um despedimento em massa no próximo ano devido às alterações à lei do jogo e à repercussão da pandemia de Covid-19.

      De acordo com o IAG, a Macau Legend e a SJM Resorts já chegaram a um acordo para a renovação de contrato até 31 de Dezembro. As operações de jogo nos casinos da Macau Legend vão ser administradas pela SJM Resorts neste entretanto, o que também se encaixa na modalidade de “sociedade gestora” prevista no novo regime jurídico de exploração do jogo em casino. Contudo, perante a reestruturação empresarial, a directora executiva da Macau Legend, Melinda Chan, afirmou a 12 de Junho que a empresa irá adoptar um “ajustamento adequado”, podendo diminuir 16% dos recursos humanos.

       

      PONTO FINAL