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      Nos últimos cinco anos foram registados 59 casos de violência em instituições públicas de saúde

      Nos últimos cinco anos foram registados 59 casos de violência contra funcionários de instituições públicas de saúde, ou seja, uma média de um caso por mês. A informação foi dada pelos Serviços de Saúde em resposta a uma interpelação escrita da deputada Ella Lei, que se tinha mostrado preocupada com o caso de uma enfermeira que foi vítima de assédio sexual por parte de um agente policial.

       

      Os Serviços de Saúde indicaram que, ao longo dos últimos cinco anos, verificaram-se 59 casos de violência em instituições públicas de saúde que necessitaram de assistência policial. Isto significa que, em média, ocorre um caso de violência contra profissionais de saúde por mês.

      A informação surgiu em resposta a uma interpelação da deputada Ella Lei, que se tinha mostrado preocupada com as medidas de prevenção no local de trabalho e pediu mecanismos de apoio aos trabalhadores da linha da frente na área da saúde. A interpelação escrita, apresentada ao Governo a 10 de Junho, surgiu após um caso de uma enfermeira do Centro Hospitalar Conde de São Januário ter sido, alegadamente, vítima de assédio sexual por parte de um agente da autoridade fora de serviço.

      Na resposta dos Serviços de Saúde, encaminhada ontem às redacções pela deputada, as autoridades dizem que já têm em prática mecanismos de protecção aos trabalhadores da linha da frente das instituições de saúde, sendo esses mecanismos revistos e actualizados regularmente.

      Ao mesmo tempo, indicam as autoridades de saúde, são organizados cursos de comunicação “para melhorar as capacidades de comunicação do pessoal médico da linha da frente com o público”. Por outro lado, o hospital público estabeleceu uma ‘task force’ para “realizar avaliações regulares aos riscos de violência no local de trabalho, formulando medidas apropriadas”. Há também câmaras de videovigilância nos departamentos de saúde com atendimento ao público “para ajudar a responder a incidentes inesperados”.

      Em caso de violência contra profissionais de saúde, “os Serviços de Saúde vão prestar apoio nos tratamentos, no aconselhamento psicológico e a nível legal, no sentido de proteger os trabalhadores”, garantem as autoridades.

      Na interpelação, a deputada ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) afirmava: “De acordo com alguns profissionais de saúde, tem havido casos de trabalhadores da linha da frente da saúde a serem agredidos ou molestados no decurso das suas funções, e os trabalhadores em serviços de urgência são mais propensos a tais situações”.

      A deputada lembrou que o número de atendimentos médicos tem vindo a crescer ao longo dos últimos anos e, tendo isso em conta, “os desafios provocados pela pandemia de Covid-19 e a pressão de trabalho em Macau, servem ainda mais de razão para que o problema da violência no local de trabalho enfrentado pelo pessoal de saúde não seja ignorado”. “Deve ser criado um mecanismo adequado para proteger e apoiar o pessoal relevante, de modo a assegurar os direitos e interesses das pessoas e evitar afectar o moral do pessoal da linha da frente e o funcionamento normal dos Serviços de Saúde”, sugeriu Ella Lei, reiterando que “o pessoal de saúde está sob forte pressão”.

       

      PONTO FINAL