Edição do dia

Sexta-feira, 24 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
aguaceiros fracos
25 ° C
25.9 °
24.9 °
100 %
2.1kmh
75 %
Sex
26 °
Sáb
26 °
Dom
28 °
Seg
28 °
Ter
27 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioSociedadePetição online para que seja permitido passear os cães na rua...

      Petição online para que seja permitido passear os cães na rua reúne mais de 2.600 assinaturas

      Está a circular uma petição online para que o Governo permita que os donos de cães possam passear os animais na rua. Até à noite de ontem, a iniciativa já tinha recolhido mais de 2.600 assinaturas. A petição é apresentada por um grupo de cidadãos, que dizem que os cães podem vir a sofrer sérios problemas de saúde se não puderem ir à rua fazer as necessidades.

       

      Há uma petição que está a circular na internet que pede ao Governo que repense a proibição de os cidadãos de levarem os cães à rua para fazerem as necessidades. A petição online recolheu, até à noite de ontem, mais de 2.600 assinaturas. O endereço online da petição é: https://chng.it/bswNMMsp.

      A iniciativa é promovida por um grupo de cidadãos e donos de animais que estão contra a medida do Governo. A nota justificativa da petição indica que, “do ponto de vista humano, a maioria dos cães em Macau urina habitualmente ao ar livre, ou nas casas de banho públicas para cães” e “é contra a natureza mudar os seus hábitos fisiológicos para o fazer em interiores num curto período de tempo”. Isto, segundo o texto da petição, “pode potencialmente causar sérios problemas de saúde e mesmo a morte de alguns cães”.

      “Um grande número de cidadãos expressou a sua preocupação e ansiedade face à interpretação do despacho do Chefe do Executivo por parte das autoridades”, lê-se no documento, acrescentando que, “após dois dias de perguntas dos meios de comunicação social e das organizações de protecção dos animais, aparentemente a posição mantém-se inalterada pela autoridade”.

      O despacho do Chefe do Executivo, que colocou a cidade em confinamento, exige que os cidadãos se mantenham em casa, a não ser que tenham de executar tarefas essenciais para o funcionamento da sociedade. Na interpretação das autoridades policiais e do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), ir passear os cães à rua não é motivo suficiente para que os cidadãos saiam de casa.

      Numa das conferências de imprensa do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, Lei Tak Fai, chefe da divisão de Relações Públicas do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), referiu apenas que só é permitido a população sair da casa em caso de situação de necessidade, tal como cuidar de idosos que vivem sozinhos, e que passear os cães na rua “não tem nada a ver com actividades que sustentam a vida”. Além disso, o IAM sugeriu que os donos devem “ensinar os cães a urinarem e defecarem na área do domicílio”.

      “Ao apresentar esta petição, nós, um grupo de cidadãos e proprietários de animais de estimação, gostaríamos de fazer saber ao nosso Governo que este não é o pedido de alguns proprietários individuais de cães, mas sim os direitos e interesses básicos da maioria dos cidadãos responsáveis”, indicam os autores da petição.

      No texto da petição, os responsáveis dizem ainda que, para apoiar a luta contra o surto, “os cidadãos estão dispostos a cooperar se lhes for permitido passear os seus amados animais de estimação – indo sozinhos, usando máscaras KN95 durante todo o processo e encurtando o tempo e o percurso do passeio”.

      Por sua vez, o grupo Everyone Stray Dogs Macau Volunteer Group já tinha enviado uma carta aberta ao Executivo, dizendo que vários cães já começaram a sofrer de problemas físicos e psicológicos. O grupo argumentou que os hábitos fisiológicos dos animais são formados durante um longo período de tempo e não podem ser alterados a curto prazo, pedindo que as autoridades possam tomar como referência as práticas adoptadas nas regiões vizinhas para permitir aos donos auxiliarem os cães a fazerem as suas necessidades nas proximidades dos seus domicílios durante determinados horários.

      O deputado Ron Lam também criticou a medida e afirmou que as autoridades policiais não entendem como é a vida dos cidadãos comuns, referindo ainda que “a prática tem falta de senso comum e de empatia”. O parlamentar observou que a polémica em torno deste assunto poderia ser resolvida simplesmente com um apelo à autodisciplina dos donos.

       

       

      PONTO FINAL