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      InícioPolíticaGoverno pressionado para controlar surto entre recados locais e de Pequim

      Governo pressionado para controlar surto entre recados locais e de Pequim

      O Governo de Macau está a ser pressionado para controlar o actual surto de covid-19, entre recados locais e de Pequim, quando continua a apostar na testagem massiva e a afastar o cenário de confinamento geral. O deputado Ron Lam referiu que a população sofre de “fadiga anti-pandémica” e critica o Governo por ser “incapaz de decidir coexistir com a covid-19, ou de implementar a política de casos zero” de Pequim. Lam sustenta que a população “está à beira de um colapso nervoso”, defende que é crucial que Macau perceba que não tem opção se não “seguir as políticas do interior da China” e que “o Governo tem de ter um plano e um calendário” para controlar o actual surto de covid-19.

      “A minha opinião é que, como muitos comerciantes me têm dito, o Governo deve fechar completamente Macau o mais depressa possível, durante uma semana, duas semanas”, acrescenta. E conclui: “O principal problema é que o Governo deve ter uma direcção, precisa de ter um calendário” e pode até, por exemplo, “esta semana, restringir completa e totalmente as viagens não essenciais, o fluxo não essencial de pessoas, a verificação universal em casa, para colocar a epidemia sob controlo”.

      O presidente da Associação de Jovens Macaenses (AJM) afirma também à Lusa que “o Governo tem de definir um calendário, uma agenda, um plano e o momento exacto para o executar”. Até porque, destaca António Monteiro, “a população não concorda com a abordagem” das autoridades. Mesmo frisando que “Macau não pode ser fechado para sempre”, questionado sobre a hipótese de um confinamento geral, o dirigente associativo deixa o recado em jeito de pergunta: “É mais seguro em casa, eu estou em casa e muitos [funcionários de] departamentos governamentais estão em casa. Mas há pessoas que trabalham em autocarros, sectores privados, supermercados, e têm de fazer testes em massa, e assim que saímos, estamos em risco de infecção. Haverá uma solução melhor?”.

      Já a presidente de uma das associações de trabalhadores do jogo diz que “agora a epidemia não pode ser controlada”, e se “o Governo, no início, fechasse [Macau] completamente, talvez tivesse sido melhor do que a actual testagem massiva contínua”. Cloee Chao sustenta que o arrastar do surto é que é “o grande problema”, uma vez que “a situação actual de ausência de rendimentos durante um longo período de tempo é definitivamente um enorme impacto na vida” dos trabalhadores. “A população de Macau está dividida em dois pontos de vista: do ponto de vista económico, é que Macau deveria ser aberto, no entanto, do ponto de vista da segurança da saúde pública, é que deveria ser implementada a política de zero casos”, explica.

       

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau