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      Deputado teme sobrecarga no sistema e profissionais de saúde

      Com a deterioração da situação pandémica devido ao recente surto, o deputado Lei Chan U manifestou preocupações sobre o aumento de trabalho dos profissionais médicos e a pressão do sistema de cuidados de saúde em Macau. O vice-presidente da direcção da Federação das Associações dos Operários de Macau pediu uma avaliação da capacidade de apoio do sistema de saúde local e injecção de mais recursos nesse domínio.

       

      O número de casos infectados na comunidade não para de aumentar no presente surto epidémico, provocando uma enorme pressão sobre o sistema de saúde em Macau, o que está a preocupar Lei Chan U. O deputado espera, assim, que as autoridades prestem mais atenção à pressão de trabalho e às necessidades da equipa médica, avaliando continuamente o encargo do sistema de cuidados de saúde.

      Num comunicado enviado à imprensa, o deputado começou por salientar que a pandemia é uma altura para “rever a governação da saúde pública” e é um teste para “a capacidade de lidar com pandemia em grande escala” do sistema de saúde. Lei Chan U expressou receios de que, dado que o presente surto pandémico já durou mais de meio mês e a fonte de transmissão é ainda desconhecida, a subida contínua de casos confirmados tem feito com que a carga de trabalho dos profissionais médicos se torne cada vez mais pesada.

      “Algumas equipas médicas da linha da frente relataram que a actual mão-de-obra e equipamentos médicos são insuficientes. O horário de trabalho actual da equipa excede muito o tempo do horário normal de oito horas, sendo a pressão de trabalho muito maior do que antes. Por exemplo, muitos dos pacientes actualmente internados no Centro Clínico do Alto de Coloane são idosos que precisam de cuidados completos, e necessitam mais serviços de cuidados”, salientou.

      O também vice-presidente da Direcção da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) destacou ainda que as equipas médicas estão na linha da frende da prevenção e controlo da pandemia, e diante do número de casos cada vez maior e a alta procura de serviços de enfermagem, os profissionais médicos e as suas famílias estão a correr risco de infecção, afectando o seu estado psicológico.

      Desse modo, Lei Chan U sugeriu que o Governo distribua razoavelmente o pessoal médico de acordo com a evolução epidémica, com o intuito de aliviar a pressão de trabalho. Além disso, é necessário garantir tempo de descanso suficiente para o pessoal e dar prioridade à disponibilização de materiais e equipamentos antipandémicos para assegurar a segurança do trabalho.

      O deputado propõe ainda que, se a pandemia continuar a evoluir, as autoridades possam solicitar apoio do Governo Central para lidar melhor com a situação.

      É de salientar que, de acordo com um relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no início da pandemia, a Covid-19 causou impacto nos principais serviços médicos em 90% dos países do mundo. A pesquisa indicou que quase um quarto dos países não conseguiu funcionar normalmente em relação aos respectivos serviços médicos durante a pandemia, revelando as deficiências do sistema médico actual.

      Recorde-se que, segundo os dados actualizados na passada segunda-feira, 21 pessoas que trabalham no Centro Hospitalar Conde de São Januário foram infectadas, incluindo um médico, seis enfermeiros, um segurança, um supervisor de uma empresa de limpeza empreitada e 12 funcionários de limpeza. Entretanto, os Serviço de Saúde esclareceram que se trata uma infecção comunitária e não está relacionada com o local de trabalho.

      “Antes do surto pandémico já era difícil para o corpo médico de Macau acompanhar o ritmo de crescimento populacional. Tendo em conta a intensificação e desequilíbrio da epidemia, o sistema médico está a ser pressionado. O Centro Clínico do Alto de Coloane tem 60 quartos de isolamento de pressão negativa e 60 camas para doentes. Contudo, o Governo referiu que no centro existem 105 casos confirmados, pelo que caso o número continue a aumentar no futuro, o centro ficará sobrecarregado”, teme Lei Chan U.

      O deputado ligado à FAOM reiterou que a RAEM está num teste severo do sistema de governação social e de urgência pública, exortando que o Governo avalie cientificamente a capacidade de apoio do sistema de cuidados médicos e de saúde de Macau, continue a investir mais recursos nesta área, aumente a formação do pessoal médico, particularmente médicos especialistas e enfermeiros, de forma a fortalecer a capacidade de resposta à necessidade de combate à pandemia, alcançando ao mesmo tempo a cobertura universal dos cuidados de saúde.

       

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