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      Início Economia Chan Chak Mo defende restrições, apesar da crise no sector da restauração

      Chan Chak Mo defende restrições, apesar da crise no sector da restauração

      Chan Chak Mo, deputado e presidente da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, admitiu que, devido às restrições impostas pelo Governo que afectam especialmente os restaurantes, o sector está em crise. No entanto, ao PONTO FINAL, afirmou que as medidas impostas não são exageradas.

       

      Com o número de infectados com Covid-19 a aumentar no território, o Governo decidiu, na semana passada, suspender a prestação de serviço ao público por parte de restaurantes em espaços interiores, sem prejuízo para os serviços de ‘take away’. A medida está a provocar perdas no sector, admitiu Chan Chak Mo, presidente da União das Associações dos Proprietários de Estabelecimentos de Restauração e Bebidas de Macau, ao PONTO FINAL.

      “Ninguém está a ter bons resultados. A cidade está praticamente em confinamento e vemos que agora nenhum restaurante pode servir refeições dentro dos estabelecimentos, só podem em regime de ‘take away’”, começou por dizer Chan Chak Mo, queixando-se em particular da situação dos restaurantes que se encontram dentro dos complexos dos ‘resorts’ integrados dos casinos: “Nesses restaurantes ninguém pede ‘take away’ exactamente porque estão dentro dos complexos dos casinos”. Segundo Chan Chak Mo, muitos destes casinos dentro dos ‘resorts’ das operadoras estão encerrados de forma temporária “até que a situação acalme”.

      Questionado sobre se há restaurantes que já encerraram de forma permanente devido a estas medidas, o presidente da associação que representa o sector da restauração disse que não sabe. “Nos últimos dias não tem havido muita comunicação, as pessoas têm estado em casa”, justificou.

      “A situação não é boa, mas esperemos vir a conseguir controlar o vírus e fazer com que a situação possa voltar ao normal, só isso”, afirmou o também responsável pelo grupo de restaurantes Future Bright.

      Não serão estas restrições exageradas, uma vez que estão a prejudicar a indústria? “Não me parece”, respondeu Chan Chak Mo, acrescentando que “a saúde da população tem de vir primeiro”. “Claro que a economia vai sofrer, mas, quanto mais cedo nos recompusermos, melhor a situação será”, referiu.

      Por fim, o deputado à Assembleia Legislativa eleito pela via indirecta repetiu aquilo que já foi dito pelo Chefe do Executivo: “Se não contivermos o vírus, acho que as autoridades do continente não vão permitir que as pessoas possam vir a Macau. É a nossa prioridade”.

      Na passada quinta-feira, recorde-se, Ho Iat Seng tinha afirmado que se não se insistir na política de zero casos, as autoridades do interior da China poderiam fechar as fronteiras com Macau, “e isso iria trazer um grande impacto” à região. “Se não tivermos uma política de zero casos, não vamos ter fronteiras abertas [para o interior da China] e manter turistas e revitalizar economia”, afirmou o Chefe do Executivo há uma semana.

       

      PONTO FINAL