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      InícioSociedadeEx-dirigentes da DSSOPT acusados de associação criminosa e branqueamento de capitais

      Ex-dirigentes da DSSOPT acusados de associação criminosa e branqueamento de capitais

      Dois antigos directores da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Li Canfeng e Jaime Roberto Carion, foram acusados pelo Ministério Público da prática de crimes como associação secreta, associação criminosa e branqueamento de capitais. O caso envolve 21 indivíduos, incluindo os empresários locais Sio Tak Hong, William Kuan e Ng Lap Seng.

       

      Os dois antigos dirigentes da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT), Li Canfeng e Jaime Carion, foram acusados de estarem envolvidos em práticas de corrupção e de branqueamento de capitais. Li Canfeng está actualmente em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Coloane, enquanto Jaime Carion encontra-se ainda “em fuga”, tendo deixado Macau para um “destino incerto”. Segundo noticiou a TDM Rádio Macau, o Ministério Público (MP) já concluiu a sua investigação sobre o caso e procedeu a acusação por crimes de sociedades secretas, associação criminosa e branqueamento de capitais. O caso envolve 21 indivíduos, incluindo os empresários locais Sio Tak Hong, William Kuan e Ng Lap Seng.

      Recorde-se que, em Dezembro do ano passado e em Janeiro deste ano, o Comissariado contra a Corrupção (CCAC) deu conta do envolvimento de Li Canfeng e de Jaime Carion nas práticas de corrupção e de branqueamento de capitais, tendo os casos passado da Polícia Judiciária para o Ministério Público para investigação. Tendo reconhecida a ligação entre os processos, o MP resolveu, de seguida, proceder à apensação dos dois processos para julgamento conjunto.

      De acordo com as informações divulgadas, Li Canfeng foi acusado pelos crimes de sociedades secretas e associação criminosa em cúmulo jurídico, 11 crimes de corrupção passiva para acto ilícito, 10 crimes de branqueamento de capitais, um crime de falsificação de documento e quatro crimes de declaração falsa de rendimentos e interesses patrimoniais. Já Jaime Carion foi acusado pelos crimes de sociedades secretas e associação criminosa em cúmulo jurídico, cinco crimes de corrupção passiva para acto ilícito e seis crimes de branqueamento de capitais.

      Segundo as informações publicadas pelo MP, Li Canfeng e outros arguidos, incluindo Sio Tak Hong, William Kuan e Ng Lap Seng, estão envolvidos na prática dos crimes de corrupção passiva para acto ilícito, puníveis com pena de prisão de limite máximo de oito anos; de crime de corrupção activa, puníveis com pena de prisão de limite máximo de três anos; de crime de branqueamento de capitais, puníveis com pena de prisão de limite máximo de oito anos; e de crime de falsificação de documento, puníveis com pena de prisão de limite máximo de oito anos.

      De acordo com as informações reveladas pelo CCAC, Jaime Carion é suspeito de ter cometido os crimes de corrupção passiva para acto ilícito e de branqueamento de capitais, enquanto os empresários envolvidos são suspeitos de ter cometido os crimes de corrupção activa e de branqueamento de capitais. O CCAC afirmou que Jaime Carion e os seus membros familiares “estavam escondidos há algum tempo” e ainda não tinham regressado a Macau. No entanto, diversas propriedades imóveis que pertencem ao antigo director da DSSOPT e familiares já foram apreendidas pelas autoridades competentes.

      Segundo a Rádio Macau, Sio Tak Hong, director do Hotel Fortuna e o membro de Macau na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, foi acusado pelos crimes de sociedades secretas e associação criminosa em cúmulo jurídico, cinco crimes de branqueamento de capitais e quatro crimes de falsificação de documento. Outro empresário envolvido, William Kuan, director da Sociedade de Desenvolvimento Imobiliário Victory, também foi acusado pelos crimes de sociedades secretas e associação criminosa em cúmulo jurídico, três crimes de corrupção activa e três crimes de branqueamento de capitais. Quanto a Ng Lap Seng, o antigo director executivo da Teledifusão de Macau, S.A (TDM) foi acusado por crimes de sociedades secretas e associação criminosa em cúmulo jurídico e quatro crimes de branqueamento de capitais.

      A emissora revelou ainda que os 21 arguidos incluem também o empresário imobiliário local, Miguel Wu Ka I, que esteve envolvido no processo de corrupção do ex-secretário para os Transportes e Obras Públicas, Ao Man Long, sendo acusado dos crimes de sociedades secretas, associação criminosa e branqueamento de capitais.

       

      PONTO FINAL