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      Casos sobem em Macau e Governo pretende juntar a população em mais um teste em massa

      Combater o vírus a todo o custo, mesmo que uma testagem em massa possa trazer mais casos locais de Covid-19. As autoridades sanitárias de Macau consideram “ser necessário este ajuntamento para se encontrar um resultado mais concreto”. Os Serviços de Saúde precisam de uma avaliação global para descobrir se há casos ocultos na comunidade, explicou o director do organismo, Alvis Lo.

       

      O alarme começa a soar mais alto em Macau. Até ontem, foram diagnosticados um total de 71 casos em Macau desde o início deste novo surto local, com 24 pessoas a apresentar sintomas e 47 pessoas assintomáticas, sendo 51 mulheres e 20 homens. Por isso, e porque a situação é considerada “preocupante” e “grave”, a população será testada em massa, uma vez mais, num espaço de dois dias, anunciou o Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus sobre o ponto de situação da Covid-19 no território, na habitual conferência de imprensa.

      A segunda ronda de testes começa hoje e o Governo pretende que se realize em 39 horas. Assim, das 9h de 23 de Junho até à meia-noite de 24 de Junho, toda a população será testada. Alvis Lo confidenciou aos jornalistas, quando instado a explicar o porquê de um ronda em massa tão cedo, que “tudo tem uma razão de ser”. “Temos de lutar contra o relógio e ganhar tempo. A ideia passa por controlar o mais rápido possível possíveis infectados que estejam na comunidade”, referiu o responsável, pedindo à população que antes de sair para o teste em massa faça um teste antigénio em casa e esteja atenta ao resultado. Se estiver positivo, não saia de casa.

      As pessoas que estejam com código amarelo terão, em cada estação de teste, um local próprio de testagem para não se juntarem ao resto da população. O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus revelou que esses indivíduos “serão tratados de forma diferente”, pelo que haverá “zonas especiais para esses casos”. Durante esta testagem em massa, casa pessoa receberá dois kits de teste antigénio.

      De acordo com o director dos Serviços de Saúde, a recente rodada de testes rápidos de antigénio revelou 11 casos positivos, casos esses que o médico admitiu até poderem não ser de facto positivos, por isso ainda mais vê a necessidade de uma nova testagem em massa. “A nova ronda de testes em toda o território permitirá descobrir mais casos ocultos na comunidade”, constatou.

      Ao fecho desta edição, já tinham sido carregados no sistema de teste de antigénio cerca de 400 mil resultados. De igual modo, os testes de ácido nucleico para zonas alvo e para grupos-alvo até as 16h tinham sido recolhidas amostras de 21.663 pessoas da zona alvo e 1.860 amostras de pessoas pertencentes aos grupos-alvo. No total foram recolhidas 23.523 amostras das quais 2.099 testaram negativo.

      Neste momento as autoridades sanitárias acompanham três grupos distintos de infecção. Dois, um com 36 pessoas e outro com 26 pessoas, possuem interligações. Já um terceiro grupo, com apenas dois indivíduos, os Serviços de Saúde ainda estão a apurar como se infectaram com o SARS-CoV-2 e qual o possível elo de ligação com os outros dois grupos.

       

      Casamento pouco saudável

       

      Quatro dos casos confirmados de Covid-19 estão ligados a um casamento que aconteceu no Grand Lisboa Palace no passado dia 18 de Junho, alertaram as autoridades sanitárias, com um pedido público feito para que qualquer um dos presentes contactasse as autoridades.

      O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus apelou a todos os que estiveram presentes no jantar para que “façam uma declaração de presença voluntariamente através de uma plataforma online especial e que preencham o seu nome, contactos e outras informações necessárias”. Todos os convidados serão avaliados para medidas de quarentena e controlo o mais rápido possível, garantiram as autoridades.

      Entretanto, a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) anunciou que o ano lectivo terminou. “Dado que este ano lectivo está a chegar ao fim e os planos pedagógicos da maior parte das escolas foram basicamente concluídos, e considerando que o ensino presencial não pode ser retomado a curto prazo, a DSEDJ anuncia o final do ano lectivo de 2021/2022”, referiu o director da entidade, Kong Chi Meng.

      A DSEDJ enviou, igualmente, ofícios às escolas para fornecer as respectivas orientações, de modo que possam tomar as respectivas medidas em conformidade com a sua própria situação. “Podemos seguir o caminho da avaliação contínua e os resultados dos testes realizados ao longo do ano. Para os cursos que ainda não concluíram o seu ensino presencial, as instituições de ensino superior podem optar pelo formato online, conforme a situação real, devendo os alunos prestar atenção às informações divulgadas pelas suas próprias instituições. Espero que os encarregados de educação e os estudantes possam colaborar com as autoridades”, acrescentou o mesmo responsável.

       

      PONTO FINAL