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      InícioSociedadeColégio Anglicano de Macau promove dia pela Ucrânia

      Colégio Anglicano de Macau promove dia pela Ucrânia

      No âmbito de um projecto humanitário criado por professores e alunos, a MAC decidiu juntar-se ao rol de instituições que têm vindo a ajudar o povo ucraniano que há mais de um mês sofre com os horrores da guerra provocados pela invasão do exército russo. Ao PONTO FINAL, o director da instituição referiu que a escola “não pode ser espectadora e observar o sofrimento dos outros sem ser afectada ou tocada pela sua dor”.

      O Colégio Anglicano de Macau (MAC, na sigla inglesa) está a promover uma iniciativa de apoio ao povo ucraniano que passa por uma angariação de fundos, que começou no passado dia 6 de Abril, e termina na próxima quinta-feira, dia 14, com um evento em que os alunos e professores, bem como todo o staff da escola, terão de ir vestidos com as cores azul e amarelo, da bandeira da Ucrânia.

      A iniciativa surgiu porque alunos e professores da instituição mostraram vontade de ajudar o povo ucraniano, depois de verem, ao longe, “a destruição e o sofrimento de vítimas inocentes”. “Como escola cristã, os nossos valores ensinam que devemos amarmo-nos uns aos outros e cuidar dos outros, independentemente da raça, da cultura, da religião ou da distância. Quando vemos outras pessoas necessitadas, devemos estender a mão e ajudar”, explicou ao PONTO FINAL o director da MAC, o sul-africano Robert Alexander.

      A visão da escola, conforme está plasmada na sua página na Internet, passa “por desenvolver alunos que sejam cidadãos responsáveis ​​e contribuintes efectivos para a sociedade e para o mundo”. “A campanha de angariação de fundos está a decorrer dando à nossa comunidade escolar a oportunidade de fazer a diferença na vida dos refugiados ucranianos e de fazer parte da história”, afirmou o mesmo responsável, referindo que os fundos arrecadados serão enviados para a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

      Robert Alexander considera que o actual conflito armado “é uma tragédia e nenhum ser humano deve suportar a dor e o sofrimento que diariamente o mundo presencia”. “Todos, sem excepção aqui na MAC, mas especialmente os nossos alunos do ensino fundamental e médio, estão cientes da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A história está a ser escrita. Como educadores e pais, temos a obrigação de ensinar e informar os nossos filhos sobre os eventos actuais que acontecem no mundo”, notou o professor, acrescentando que “o pensamento crítico e habilidades analíticas ajudarão os estudantes a chegarem às suas próprias conclusões”.

      As doações serão realizadas na escola em caixas para doações criadas para o efeito e, “sem grandes expectativas”, todo o dinheiro é bem-vindo. “A nossa expectativa é poder ajudar os mais necessitados da maneira que pudermos. Não podemos ser espectadores e observar o sofrimento e a situação dos outros sem sermos afectados ou tocados pela sua dor. Espero que os nossos alunos respeitem e cuidem dos outros. O valor doado não é o mais importante, porque qualquer valor é um valor positivo”, disse ainda Robert Alexander.

      Timidamente, têm surgido em Macau algumas iniciativas de ajuda ao povo ucraniano. A World Vision, a Caritas ou os Claretianos foram algumas das instituições que têm vindo a promover alguns projectos de ajuda à Ucrânia no território. A companhia de teatro ZDC e o Rolling Puppet Theatre também promoveram eventos de apoio àquele país do leste europeu.