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      Previsões da economia local revelam pessimismo, com menos turistas e falta de vontade em investir

      De acordo com o índice e as previsões económicas para os próximos três meses, analisados pela Associação Económica de Macau, a economia local tem sido pior do que o esperado e continuará a ter um desempenho “fraco” devido às incertezas no ambiente global. O estudo indicou que a estrutura de turismo mudou em Macau, com uma diminuição significativa no número de visitantes que pernoitam em Macau, bem como da receita bruta do jogo. Além disso, o organismo está atento à queda da dimensão da Massa Monetária M2, o que reflecte a falta de dinamismo no mercado de investimento.

      Numa análise de índice e previsões da tendência da economia, a Associação Económica de Macau mostra-se pessimista quanto à economia local a curto prazo e prevê que o desempenho económico continuará a ser “fraco” nos próximos três meses, com uma avaliação entre 2,1 e 2,2 pontos de um total de dez pontos. O organismo revelou que os factoresprincipais compreendem-se na diminuição da dimensão da Massa Monetária M2, que significa a baixa vontade de investimento, e a alteração na estrutura de turismo.

      O estudo assinalou que o panorama económico tem-semantido inanimado devido a uma “sobreposição de várias condições complexas internas e externas”, levando a que a economia em Abril e Maio tenha sido “ligeiramente pior do que o esperado”.

      De acordo com o autor do estudo, o antigo deputado Joey Lao, embora o número de turistas tenha levemente recuperado nos últimos dois meses, Macau apenas acolheu cerca de 20% de visitantes em comparação ao mesmo período antes da pandemia. “Indicadores como a receita bruta do jogo, preços de acções das concessionárias de jogo ou hóspedes de hotel mantêm-se ‘fracos’. Até no mercado de trabalho não houve melhorias, a taxa de desemprego dos residentes atingiu 4,5%, sendo a mais elevada em Macau da última década”, salientou.

      Na mesma linha, a Associação realçou que, sob a influência da epidemia, não só o número de visitantes diminuiu, comotambém a estrutura e as preferências de consumo mudaram.“Quase 40% dos visitantes de Macau são provenientes de Zhuhai e optam por não pernoitar no território. A proporção de pernoites entre os turistas que visitam a RAEM foi de 50% do total antes da pandemia, e sofreu uma quebra e caiu recentemente para 30%”, enfatizou, detalhando que o período médio de permanência em Macau dos visitantes desceu 0,6 dias para 1 dia.

      A Associação citou os dados turísticos do primeiro trimestre para frisar que, apesar do volume de visitantes ter aumentado8% em relação ao ano anterior, o volume de negócios no comércio a retalho caiu 0,6% em termos anuais, enquanto a receita bruta do jogo reduziu acentuadamente 24,8% face à mesma época do ano passado. O relatório apurou ainda que os turistas, nomeadamente jovens do interior da China, mostram preferência por viagens com mais elementos culturais e de lazer, como museus e cafés.

      Por outro lado, o estudo alertou que a dimensão da Massa Monetária M2, divulgada pela Autoridade Monetária de Macau, veio a diminuir durante seis meses consecutivos. “A Massa Monetária M2 em Macau foi de 673,89 mil milhões de patacas, representando uma queda de 3,5% em termos anuais, com uma perda de 24,2 mil milhões de patacas. Devido ao grande declínio, essa categoria foi classificada pela primeira vez como ‘fraca, reflectindo que o entusiasmo para o investimento no mercado está baixo.

      De notar que as previsões da tendência económica local são resultantes de 13 indicadores, incluindo a taxa de desemprego, preços no consumidor, população empregada, número de visitantes, número de hóspedes e taxa de ocupação em hotéis, volume de importação de mercadorias, índices de confiança do sector de retalho, de restauração local, índice de confiança dos consumidores do Continente, receitas brutas de jogo, preço de acções das seis concessionárias de jogo, bem como a Massa Monetária M2.

      Para as previsões para os próximos três meses, os indicadores obtiveram todos uma avaliação “fraca”, excepto “estável” nos preços no consumidor e “forte” no volume de importação de mercadorias.

      A Associação admitiu, entretanto, que o alívio das restrições de entrada e saída do território, sobretudo a medida da quarentena de 10 dias em hotéis designados, e a terceira ronda de apoio financeiro, vão contribuir de certa forma para estimular o mercado e melhorar as condições de vida das pessoas. “À medida que a epidemia continua a estabilizar, espera-se um maior relaxamento nas medidas de deslocações, pode-se ainda esperar por uma retoma do volume de visitantes. No entanto, com a elevada inflação das economias e as tensões geopolíticas que levam a um crescimento lento na economia global, o ambiente económico externo da RAEM continua a estar com incertezas e fraco”, concluiu o estudo.

      PONTO FINAL