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      Ella Lei pede mais medidas de apoio aos trabalhadores da linha de frente da saúde

      A deputada da FAOM recordou o caso de uma enfermeira do Centro Hospitalar Conde de São Januário que foi, alegadamente, alvo de assédio sexual por parte de um agente da autoridade em Maio passado. Ella Lei sublinhou que os desafios provocados pela pandemia de Covid-19 e a pressão de trabalho em Macau “servem ainda mais de razão para que o problema da violência no local de trabalho enfrentado pelo pessoal de saúde não seja ignorado”.

      A deputada da Assembleia Legislativa (AL) Ella Lei interpelou ontem o Governo da RAEM de forma escrita mostrando preocupações com medidas de prevenção da violência no local de trabalho e pediu mais mecanismos de apoio aos trabalhadores da linha de frente da saúde.

      A iniciativa da deputada da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) surge quase um mês depois de uma enfermeira do hospital público ter sido, alegadamente, vítima de assédio sexual por parte de um agente da autoridade fora de serviço, de apelido Chan, caso que, de acordo com a imprensa chinesa, terá acontecido no passado dia 18 de Maio. “De acordo com alguns profissionais de saúde, tem havido casos de trabalhadores da linha da frente da saúde a serem agredidos ou molestados no decurso das suas funções, e os trabalhadores em serviços de urgência são mais propensos a tais situações”, notou a parlamentar.

      De acordo com os Serviços de Saúde, citou a deputada operária, em 2020, “havia mais de 3.400 profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, terapeutas e assistentes de serviço, repartidos por local de trabalho”. Estes, refere ainda Ella Lei, são uma força importante na prestação de serviços médicos e de cuidados de saúde abrangentes a todos os residentes de Macau”.

      As mesmas estatísticas mostram ainda que foram atendidas um total de 648.779 pessoas em ambulatórios nos Centros de Saúde, um aumento de mais de 96.000 em relação cinco anos. “Os trabalhadores da saúde pública têm de desempenhar as suas funções e organização do trabalho originais e, por outro lado, muitos deles têm de trabalhar na linha da frente contra a pandemia”, sublinhou a deputada.

      Tendo em conta o número crescente de atendimentos médicos, acrescenta ainda a operária, “os desafios provocados pela pandemia de Covid-19 e a pressão de trabalho em Macau, servem ainda mais de razão para que o problema da violência no local de trabalho enfrentado pelo pessoal de saúde não sejaignorado. “Deve ser criado um mecanismo adequado para proteger e apoiar o pessoal relevante, de modo a assegurar os direitos e interesses das pessoas e evitar afectar o moral do pessoal da linha da frente e o funcionamento normal dos Serviços de Saúde”, sugere Ella Lei, reiterando que “o pessoal de saúde está sob forte pressão, e o número de utentes, sejaem hospitais ou em centros de saúde, aumentou nos últimos anos”.

      Ella Lei considera que os profissionais de saúde, sejam eles quem forem, estão propensos a depararem-se com vários graus de ameaças de violência no local de trabalho.Entende-se que as autoridades emitiram directrizes sobre a prevenção da violência de qualquer cariz no local de trabalho, mas como é que têm sido implementadas estas directrizes nos últimos anos. Para além da prevenção, que salvaguardas existem para ajudar as autoridades a apurar responsabilidades legais relevantes”, deixou no ar a questão.

      PONTO FINAL