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      Deputados preocupados com situação do desemprego

      A situação do desemprego na região está a preocupar os deputados. Ontem, na Assembleia Legislativa, foram vários os parlamentares que pediram medidas ao Governo para mitigar os efeitos da crise nos residentes. Lei Chan U pediu aos desempregados que baixem as expectativas.

      Na reunião plenária de ontem da Assembleia Legislativa (AL), vários deputados chamaram a atenção para o desemprego no território. A taxa de desemprego na região está actualmente nos 4,5% e José Pereira Coutinho começou por alertar que a percentagem tem tendência a aumentar, devido aos recém-graduados que vão entrar no mercado laboral e aos trabalhadores do sector do jogo que poderão vir a ser despedidos na sequência do encerramento dos casinos-satélite.

      A taxa de desemprego crescente tem a ver também, segundo Coutinho, com a importação de mão-de-obra “barata e não qualificada” que são “explorados nos seus direitos e regalias”.

      “Porque é que os jovens e os desempregados não têm capacidades de ocupar as cerca de 15 mil vagas ocupadas pelos trabalhadores nãoresidentes e não especializados que trabalham no ramo imobiliário?”, questionou, respondendo de seguida que isso se deve ao facto de estes não-residentes “não se atreverem a reclamar dos seus direitos, caso contrário serão de imediato despedidos e recambiados aos seus locais de origem”.

      Che Sai Wang, também ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), focou-se no mesmo tema e denunciou que tem recebido pedidos de ajuda de jovens estudantes recém-graduados que se queixam de não conseguirem emprego após dois ou três anos após terminarem o curso.

      Assim, o deputado sugere a criação de um mecanismo de procura de emprego para a formação de estudantes universitários. Por outro lado, Che Sai Wang propõe que o Governo dê mais apoio aos candidatos a emprego: “O Governo tem ainda a responsabilidade de ajudar os candidatos a encontrarem as suas empresas até ocuparem os respectivos postos de trabalho, e só assim é que se pode encerrar este processo de apoio”.

      Lei Leong Wong diz que o Governo deve avaliar os resultados das sessões de conjugação de emprego das feiras de emprego e do apoio aos desempregados. Além disso, o parlamentar diz que o Governo deve criar uma plataforma para a divulgação de informações e as colocações, “aumentando-se assim a probabilidade de contratação”.

      A deputada Lo Choi In lembrou que o Executivo lançou recentemente um programa que atribui 20 mil patacas às empresas que contratarem residentes desempregados. No entanto, para Lo Choi In, não é suficiente devido às dificuldades das empresas. Para recuperar a economia, a deputada eleita pela via directa pede o regresso das excursões, “em prol da sobrevivência dos diversos sectores locais, aliviando assim as dificuldades dos residentes desempregados, em subemprego ou obrigados a tirar férias não remuneradas”.

      Lei Chan U, por outro lado, reiterou o que o secretário para a Economia e Finanças disse que os desempregados devem mudar de mentalidade: “Espero que os residentes à procura de emprego ou desempregados se inteirem, tendo em conta as suas condições e a realidade social, da actual situação do mercado laboral, ajustem a sua atitude e mentalidade, e adoptem a estratégia de ‘primeiro, ter um emprego e, depois, fazer escolhas entre os disponíveis’, ou ‘primeiro, acumular experiência e, depois, escolher o rumo de desenvolvimento profissional’, para adquirir prática em diversos postos de trabalho, explorando assim as suas potencialidades”.

      “Perante as dificuldades económicas, baixar as suas exigências é uma atitude pragmática para se adaptar e se preparar para todas as situações, que se aplica não só aos candidatos a emprego, aos desempregados e a quem anda à procura de emprego, como também ao Governo e aos empregadores”, referiu.

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