Edição do dia

Terça-feira, 21 de Maio, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nevoeiro
25.6 ° C
25.9 °
24.8 °
89 %
4.1kmh
40 %
Ter
26 °
Qua
25 °
Qui
25 °
Sex
26 °
Sáb
28 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioSociedadeAté Setembro, 50% dos autocarros públicos devem ser movidos a energias amigas...

      Até Setembro, 50% dos autocarros públicos devem ser movidos a energias amigas do ambiente

      Até ao dia 1 de Setembro, pelo menos 50% dos autocarros públicos que circulam no território serão movidos a energias amigas do ambiente, anunciou o director dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), Raymond Tam, citando dados da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), numa resposta a uma interpelação escrita do deputado da Assembleia Legislativa (AL) José Pereira Coutinho, que pediu ao Governo liderado por Ho Iat Seng para “acelerar a promoção dos veículos ecológicos para concretizar o conceito de Macau verde”.

      Na mesma resposta, o responsável da DSPA explicou que a DSAT salientou que foi estipulado no contrato de serviço de autocarros que, até 1 de Janeiro de 2022, com a excepção dos autocarros de pequeno e médio porte, “pelo menos 50% dos veículos de exploração cujo percurso não abrange a travessia da Ponte Governador Nobre de Carvalho devem ser movidos a energias amigas do ambiente”. “Uma vez que as duas operadoras de autocarros referiram que o processo de produção desse tipo de veículos foi afectado pela pandemia, após a devida apreciação, foi autorizada a prorrogação do respectivo prazo até 1 de Setembro do corrente ano”, acrescentou.

      De acordo com os dados estatísticos da DSAT, até 11 de Março, os autocarros movidos a energia limpa/ecológicos representavam 31,3% da totalidade dos autocarros públicos de Macau. Ainda assim, referiu Tam, “até Abril passado, de entre os autocarros das duas empresas em funcionamento, 284 eram movidos a novas energias, prevendo-se que, ainda este ano, mais de 330 veículos sejam substituídos por autocarros eléctricos com extensor de autonomia”, não havendo lugar a sanções adicionais.

      José Pereira Coutinho tinha referido na sua interpelação ao Governo que “os autocarros são uma parte fundamental dos transportes públicos terrestres da cidade, com enormes e importantes responsabilidades e valor social”. “A adopção de transportes amigos do ambiente é um símbolo relevante da transformação integral de qualquer cidade para se desenvolver ecologicamente”, podia ler-se na sua missiva dirigida ao Executivo da RAEM.

      Raymond Tam também explicou que, em relação ao “Plano de Concessão de Apoio Financeiro ao Abate de Motociclos Obsoletos e à sua Substituição por Motociclos Eléctricos Novos”, a Direcção dos Serviços de Finanças (DSF) “emitiu, através de ofício, orientações internas aos serviços públicos, exortando-os a adquirirem, sempre que possível, veículos movidos exclusivamente a energia eléctrica, aquando da aquisição ou substituição de veículos a motor, estabelecendo também as normas de preços aplicáveis à compra de diferentes tipos de veículos”.

      Quanto à promoção da utilização de veículos amigos do ambiente, o director da DSPA recorda Pereira Coutinho que “existe um despacho do Chefe do Executivo que estabelece que os veículos de passageiros com lotação de cinco pessoas e de seis a nove pessoas a adquirir pelas entidades públicas devem cumprir as normas ecológicas de emissão de gases poluentes”. “Para além de os serviços públicos serem pioneiros na promoção e utilização de veículos eléctricos, o Governo da RAEM especificou ainda, nos contratos de autocarros, o planeamento e as exigências para uso de novas energias. Por outro lado, foi proposto, no Segundo Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da Região Administrativa Especial de Macau (2021-2025), o rumo a seguir na utilização de veículos eléctricos em Macau. O Governo da RAEM lançou diversos planos de concessão de apoio financeiro ao abate de veículos obsoletos, cuja intenção não é apenas conceder subsídios aos proprietários de veículos para uma mera troca de ‘um por um’, mas, mais importante, permitir-lhes considerar a mudança para veículos eléctricos, mais ecológicos, quando trocarem o seu veículo, ou até mesmo renunciar ao uso de veículos particulares a longo prazo e optar por outros meios de deslocação mais ecológicos”, disse ainda Raymond Tam.

       

      PONTO FINAL