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      InícioSociedadeNúmero de toxicodependentes registados aumentou cerca de 6% em 2021

      Número de toxicodependentes registados aumentou cerca de 6% em 2021

      Os dados foram revelados pelo Instituto de Acção Social à margem do Colóquio sobre a prevenção e o tratamento do abuso de drogas e cerimónia de abertura das actividades alusivas ao Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas. O chefe do departamento de Prevenção e Controlo da Toxicodependência do organismo, Cheang Io Tat, mostra-se ainda preocupado com o problema da toxicodependência oculta.

       

      O Sistema do Registo Central dos Toxicodependentes de Macau é revelador: Macau registou um ligeiro aumento no número de toxicodependentes em 2021 – 231 toxicodependentes –, na ordem dos 5,5% numa base anual, revelou, ontem, o chefe do departamento de Prevenção e Controlo da Toxicodependência do Instituto de Acção Social (IAS).

      Cheang Io Tat falou aos jornalistas à margem de um colóquio sobre a prevenção e o tratamento do abuso de drogas e cerimónia de abertura das actividades alusivas ao Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, aludindo ainda a outro problema que tem desesperado as autoridades. “Em comparação com os últimos cinco anos, o número global de casos comunicados estava a diminuir, com uma pequena percentagem de jovens, mas o problema da toxicodependência oculta continuou, com mais de 70% dos casos a ocorrerem em casas ou hotéis”, notou o responsável, lamentando que do total dos viciados em drogas, 12 são adolescentes.

      O chefe do departamento de Prevenção e Controlo da Toxicodependência do IAS referiu ainda que o organismo “acompanhou e analisou cerca de 500 casos de tratamento de drogas por ano, dos quais mais de 80% estavam em curso, e foram realizados regularmente testes de urina, dos quais a taxa positiva foi inferior a 10%, reflectindo a eficácia da prevenção e controlo da toxicodependência”.

      Cheang Io Tat descreveu os esforços, principalmente em matéria de divulgação e publicidade, do IAS nos últimos anos, “que serão alargados aos idosos e trabalhadores no próximo ano” e lamentou que, apesar de proibidos, os e-cigarros ainda proliferam no território e são usados para consumo de estupefacientes.

      O IAS promoveu ontem um colóquio sobre a prevenção e o tratamento do abuso de drogas subordinado ao tema “Trabalhamos em conjunto no combate à droga” no auditório Centenário de Fátima no campus da Universidade de São José, na Ilha Verde.

      Durante a cerimónia de abertura do evento, que serviu igualmente para iniciar um rol de actividades alusivas ao Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, instituído pela Organização das Nações Unidas e que se comemora a 26 de Junho, a vice-presidente do IAS referiu que face à tendência global em matéria de drogas e os testes e desafios resultantes da pandemia de Covid-19, “é inevitável deparar-se com dificuldades quando da construção de uma rede de prevenção no combate à droga”.

      A responsável apelou ao “trabalho conjunto” dos diversos intervenientes, agradecendo aos responsáveis das instituições de combate à toxicodependência todos os trabalhos realizados, principalmente nos últimos dois anos em plena pandemia. “No combate à droga, não podemos ser pessoas solitárias. Os departamentos governamentais necessitam das instituições particulares como companheiros”, referiu Hoi Va Pou.

       

      Dois meses com muita actividade

       

      Ainda no âmbito das comemorações do Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, o IAS, sob o princípio “Combate à droga, começa por ti” promove, para além do colóquio de ontem, um concurso de talentos alusivo ao combate às drogas.

      Para o colóquio, que teve lugar das 14h30 às 18h, foram realizadas um total de 329 inscrições online e offline, tendo ainda sido convidados especialistas e académicos, bem como representantes do Governo e de trabalhadores da linha da frente para partilharem as suas experiências.

      Já a inscrição no concurso de talentos, coorganizado entre o IAS e a Associação dos Jovens Cristãos de Macau, a Associação Geral das Mulheres de Macau, o Gabinete Coordenador dos Serviços Sociais Sheng Kung Hui Macau e a Rede de Serviços Juvenis Bosco, procurará “estimular a criatividade de cada um para divulgar uma mensagem de combate à droga e de vida sadia através de espectáculos”. O concurso terá uma fase preliminar e a fase final será realizada de forma online e offline. “A apresentação da mensagem de combate à droga e a riqueza do conteúdo do espectáculo são os critérios de avaliação, sendo escolhidas 80 entidades para realizarem a fase preliminar a 12 de Junho, dos quais oito serão escolhidas para participarem no concurso final”.

      O IAS organizará, ainda, entre Junho e Agosto, 93 actividades de combate à droga com o apoio de instituições particulares como, por exemplo, Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM), liderada pelo português Augusto Nogueira.

       

      PONTO FINAL