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      Vogal do IAM pede divulgação do plano de reparação após deslizamento de terras

      Sem plano detalhado para a reparação das fracções destruídas devido ao incidente do mês passado do deslizamento de terras na Estrada de São Francisco, o vogal do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais, Chan Pou Sam, mostrou-se preocupado com a calendarização dos reparos do local de alojamento dos residentes envolvidos, solicitando ainda informações sobre a preservação da antiga muralha, que foi também afectada no decorrer do incidente.

       

      Relativamente ao incidente do deslizamento de terras e do desabamento da antiga muralha na Estrada de São Francisco no mês passado, o vogal do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais, Chan Pou Sam, instou as autoridades a divulgar um plano de reparação das casas envolvidas e a respectiva calendarização o mais rápido possível, censurando a falta de concretização de trabalhos interdepartamentais do Governo neste assunto.

      Segundo o conselheiro do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), após o acompanhamento de emergência feito pelas autoridades, a terra da área próxima ao Edifício Ka On Court, prédio danificado devido ao deslizamento, foi temporariamente reforçada por meio de aterro e de tratamento de concreto, sendo que as fracções envolvidas foram limpas e seladas.

      “A realização de reparos e acompanhamento não é apenas um elo fundamental no tratamento do incidente do desabamento da muralha e das casas destruídas, mas também o que preocupa mais as famílias vítimas da ocorrência e o público. Porém, até agora, não há um plano claro e oficial anunciado pelo Governo, nem há informações sobre arranjos de abrigos temporários para as famílias”, sublinhou o responsável numa coluna de opinião no Jornal do Cidadão.

      Chan Pou Sam criticou que, ao contrário do plano, “o que o público chega a saber é um desempenho dos departamentos administrativos sem líderes na concretização dos assuntos”, prosseguindo que “os departamentos de Bombeiros, Obras Públicas, Construção Urbana, Habitação e Polícia enviaram pessoal ao local para inspecção, mas só chegaram à conclusão que a estrutura do edifício não causava perigo imediato”.

      Revelando que tem recebido pedidos de ajuda dos moradores a relatarem que não conseguiram obter uma resposta certa unificada das autoridades sobre o alojamento e as reparações, Chan Pou Sam destacou que o incidente do Edifício Ka On Court já se tornou numa questão pública, pelo que a maneira como o Governo lida com a crise pública tem sido importante.

      O vogal do IAM realçou ainda que a “governação negligente” fez com que as vítimas sofressem, mas também prejudica seriamente a autoridade do Governo, pedindo paralelamente esclarecimento do Executivo sobre a preservação da antiga muralha da cidade.

      Recorde-se que o deslizamento de terras ocorreu no dia 9 do mês passado, e terá sido provocado por obras em dois estaleiros adjacentes ao local, tendo uma parte da antiga muralha da cidade ruído e sofrido um desmoronamento.

      Nesta muralha, que foi construída entre 1568 e 1569 e tinha como função servir de defesa contra os invasores e é um bem imóvel classificado de Macau, foi verificada posteriormente uma fissura com cerca de 10 metros de comprimento no troço, encontrando-se inclinada. Considerando o estado instável e em risco de desabar, o que poderá afectar também as restantes muralhas antigas, as autoridades decidiram em meados do mesmo mês proceder à demolição urgente da parte da muralha antiga.

      “A restauração de relíquias e monumentos culturais deve seguir o princípio de reparação como o original. As autoridades já têm algumas medidas e planos para a preservação da muralha? A muralha não é uma parte solitária, mas está inserida na montanha e está ligada aos edifícios e à construção nos dois estaleiros. Se não houver um plano de restauração claro, é difícil proceder à reparação das fracções”, frisou Chan Pou Sam.

      O conselheiro referiu estar atento também à responsabilização de custos de reparação e às despesas incorridas pelos residentes lesados ​​nas deslocações a hotéis para alojamento temporário, bem como às despesas para restauração de canais de água e gás e a indemnização por danos de bens pessoais.

      De acordo com Chan Pou Sam, o incidente envolve a protecção do bem imóvel classificado de Macau, e também as obras dos dois estaleiros públicos e privados, o que tornou a situação ainda mais complicada. “Caso não se resolva a questão de responsabilidade e esclarecimento das contas, temo que venha causar alguma confusão. Então quem estão prejudicados são os residentes do prédio e a conta do erário”, alertou.

      Sendo assim, Chan Pou Sam pede um planeamento bem clarificado para lidar com as casas destruídas e, além disso, uma fiscalização constante da segurança das encostas, através da instalação de equipamentos de monitoramento electrónico para apurar com precisão a erosão do solo das montanhas, de forma a prevenir a recorrência de incidentes semelhantes.

       

      PONTO FINAL