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      InícioSociedadeCrematório em Macau depende do planeamento urbanístico e do consenso social

      Crematório em Macau depende do planeamento urbanístico e do consenso social

      E, naturalmente, dependerá também da iniciativa e do trabalho do Instituto para os Assuntos Municipais, afirmaram os Serviços de Saúde em resposta ao deputado Ron Lam. O parlamentar recordou que, desde Maio de 2017, o interior da China implementou, com rigor, medidas administrativas da inspecção sanitária dos restos mortais nos postos fronteiriços, o que torna o processo de cremação de mortos por Covid-19 mais complicado.

       

      No âmbito do Plano de Resposta de Emergência para a Situação Epidémica da Covid-19 em Grande Escala delineado pelo Governo da RAEM, a possibilidade de construção de um crematório permanente no território pode ser uma possibilidade. Na verdade, admitiram os Serviços de Saúde, tudo “depende do planeamento urbanístico e do consenso social”. “O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) irá coordenar activamente com o planeamento urbanístico geral e a direcção do desenvolvimento do Governo da RAEM, para desenvolver os respectivos trabalhos”, afirmou o director-substituto dos Serviços de Saúde, Cheang Seng Ip, em resposta ao deputado da Assembleia Legislativa (AL) Ron Lam, que instou o Executivo liderado por Ho Iat Seng a divulgar o plano de resposta de emergência para os restos mortais de infectados pelo novo coronavírus e concretizar a construção de um crematório afastado das zonas habitacionais e industriais.

      O mesmo responsável sanitário explicou ainda que o IAM afirma que o grupo especializado “irá manter uma estreita comunicação com a parte de Zhuhai, de acordo com as necessidades da situação, estudando e elaborando um plano de tratamento adequado”.

      No Plano de Resposta de Emergência para a Situação Epidémica da Covid-19 em Grande Escala, divulgado recentemente, aponta Ron Lam, “refere-se apenas ao facto de os restos mortais de pessoas com doenças infecciosas graves não poderem ser enviados para fora de Macau para cremação”. “O Governo precisa de promover a construção em Macau das devidas instalações permanentes. Faltam em Macau instalações para cremação e há que resolver o problema da disposição dos restos mortais de pessoas que tenham sofrido de doenças infecciosas”, notou o parlamentar, eleito por sufrágio directo, lembrando ainda que “já na altura da governação portuguesa havia em Macau a ideia de construir um crematório”.

      O médico Cheang Seng Ip, a responder no lugar do director dos Serviços de Saúde, Alvis Lo, referiu que as autoridades, para procederem à implantação e preparação completas para responder à pandemia de Covid-19 em grande escala, criou o Grupo de Higiene Ambiental e Organização de Restos Mortais constituído por vários serviços, nomeadamente, Instituto para os Assuntos Municipais, Polícia Judiciária, Serviços de Saúde, entre outros. O grupo “é responsável pela desinfecção e limpeza dos locais em causa, tratamento de grande quantidade de lixo, assim como acompanhamento e disposição de possível grande quantidade de restos mortais”. “Os Serviços de Saúde executaram os trabalhos preparatórios referentes aos equipamentos de depósito dos restos mortais, respectivos recursos humanos e processos de tratamento dos restos mortais em diferentes situações, para desenvolver de forma activa os trabalhos de prevenção e controlo da pandemia”, concluiu.

      Dados estatísticos mostram que, nos últimos cinco anos, morreram, em média, 2200 pessoas por ano, e em 80% dos casos foi realizada cremação, aliás, foram cremados anualmente mais de 1.700 restos mortais. “Ao longo destes anos, os residentes têm precisado de trasladar os restos mortais dos seus antepassados para o interior da China para cremação, o que envolve formalidades e procedimentos complicados inerentes ao desalfandegamento e embalsamamento dos restos mortais, e as deslocações necessárias para esse efeito deixam as famílias cansadas. Mais, desde o surto da epidemia do novo coronavírus, Macau e Zhuhai impuseram, várias vezes, limitações à passagem alfandegária, impossibilitando, assim, a participação em pessoa dos membros da família nos funerais, deixando-os desconsolados”, apontou Ron Lam, que lembrou ainda que, desde Maio de 2017, o interior da China implementou, com rigor, medidas administrativas da inspecção sanitária dos restos mortais nos postos fronteiriços.

       

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