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      Governo aposta no Metro Ligeiro para resolver os problemas de trânsito da cidade

      A chave para resolver os problemas de trânsito de Macau está no Metro Ligeiro. A ideia foi deixada ontem pelo Governo, na sessão de apresentação da consulta pública do planeamento geral do trânsito e transportes terrestres até 2030. Lam Hin San, director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT), voltou a falar na possibilidade da construção de um teleférico até à Zona A dos Novos Aterros e adiantou que os Serviços de Turismo gostaram da ideia.

       

      “Acreditamos que o transporte por carril consegue resolver os problemas de trânsito de Macau”, afirmou Lam Hin San na sessão ordinária de ontem do Conselho Consultivo do Trânsito que serviu para apresentar a consulta pública do planeamento geral do trânsito e transportes terrestres até 2030, que decorre até 22 de Julho.

      O director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) colocou em foco o Metro Ligeiro, dizendo que será a aposta forte do Governo. Lam Hin San disse mesmo que o transporte por carril é a “opção óbvia” para resolver os problemas de trânsito da cidade. As autoridades de Macau tiveram como exemplo os transportes por carril das cidades de Chongqing, Hong Kong e Singapura. O responsável disse também que os membros do Conselho Consultivo do Trânsito concordaram com a aposta no Metro Ligeiro.

      Na segunda-feira, o Governo tinha apresentado o plano para os transportes aos deputados, adiantando que está a ser ponderada a extensão da linha oeste do Metro Ligeiro, da Barra às Portas do Cerco. A extensão da linha oeste até às Portas do Cerco poderia permitir um fluxo diário de 242 mil passageiros no Metro Ligeiro, indicaram as autoridades. Este troço aumentaria o comprimento total da rede para os 26,2 quilómetros. Ontem, o responsável da DSAT confirmou que os membros do Conselho Consultivo do Trânsito ficaram satisfeitos com a ideia de promover uma “ligação em círculo”, fazendo com que o Metro Ligeiro possa ir da Barra às portas do Cerco e depois até à Zona A dos Novos Aterros.

      Outro projecto que foi avançado na segunda-feira e que agora foi mais detalhado tem a ver com a possível construção de um teleférico a ligar o Centro de Ciência à Zona A dos Novos Aterros. Sobre este plano, Lam Hin San ressalvou ontem que ainda não há pormenores, uma vez que o projecto está numa fase embrionária. No entanto, o representante dos Serviços de Turismo na reunião do Conselho Consultivo do Trânsito gostou da ideia. “O membro do sector do turismo quer que o teleférico traga mais um ponto turístico, afastando os turistas da zona central da cidade”, referiu o responsável da DSAT.

      Lam Hin San adiantou que o eventual teleférico será de grandes dimensões, com cada carruagem a ter capacidade para transportar mais de 40 pessoas. Segundo os planos do Executivo, este teleférico teria capacidade para transportar 6.000 passageiros por hora. “Assim, pode aliviar muito a pressão de trânsito”, salientou. Porém, na sessão de segunda-feira, Lam Hin San tinha dito que o teleférico não seria um projecto determinante para mitigar o trânsito em Macau, mas sim “um ponto turístico e complementar”.

      Os elementos do Governo reiteraram ontem que estão a repensar a construção da quinta ligação Macau-Taipa. Segundo a ideia original, esta ligação iria ser feita através de um túnel subaquático entre a Zona D dos Novos Aterros, em frente à Taipa, e a zona junto ao MGM Macau. Apesar de essa ligação poder vir a ser “conveniente”, poderá também trazer mais engarrafamentos no centro da cidade, alertou Lam Hin San, sublinhando: “Não queremos desperdiçar o nosso dinheiro e depois trazer mais engarrafamentos para zona central. E os habitantes da zona central podem não gostar”.

      Um dos objectivos plasmados no planeamento geral do trânsito e transportes terrestres (2021-2030) é o controlo de veículos particulares. No entanto, Lam Hin San disse que isso não será problema, uma vez que as autoridades não acreditam que se verifique um grande aumento no número de viaturas privadas nos próximos anos. Assim, o responsável indicou que, para já, está fora de questão estabelecer quotas de viaturas privadas para os residentes: “Não vejo necessidade de implementar qualquer medida para controlar os veículos particulares”. O governante disse também que não há a intenção de aumentar o número de autocarros públicos, táxis e ‘shuttles’.

       

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